Foguete da SpaceX abandonado colidirá com a lua e promete espetáculo visual inédito na Terra
Foguete da SpaceX colidirá com a Lua em agosto de 2026, proporcionando um espetáculo astronômico.
Um estágio superior de um foguete Falcon 9, que completou sua missão em janeiro de 2025, está prestes a colidir com a superfície lunar. Após ficar à deriva no espaço por mais de um ano, o objeto, identificado como 2025-010D, entrou em uma trajetória que resultará em um impacto na região da Cratera Einstein, visível da Terra.
Com dimensões de aproximadamente 12 metros de comprimento, 4 metros de largura e pesando cerca de 4 toneladas, o estágio do foguete deve atingir a Lua a uma velocidade de aproximadamente 8.750 km/h. Apesar da alta energia do impacto, especialistas acreditam que o comportamento será distinto do que ocorre com asteroides, uma vez que o estágio é uma estrutura metálica oca. A expectativa é que ele se desintegre completamente ao atingir a superfície, sem penetrar profundamente no solo lunar. Contudo, simulações indicam que a colisão deverá formar uma cratera entre 20 e 30 metros de diâmetro, além de gerar uma grande quantidade de poeira e fragmentos.
O evento não apenas criará uma nova cratera, mas também será uma oportunidade valiosa para a comunidade científica. Como a colisão ocorrerá no lado visível da Lua, astrônomos e entusiastas terão a chance de observar o fenômeno através de telescópios que podem registrar imagens em alta velocidade. A previsão é que o impacto aconteça por volta das 3h35 (horário de Brasília), e as condições de observação poderão permitir que o evento seja visível também do Brasil.
Além dos observadores na Terra, missões espaciais estarão atentas ao impacto. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, irá fotografar a área antes e depois da colisão, enquanto o Pathfinder Lunar Orbiter, da Coreia do Sul, tentará capturar o momento exato do choque e analisar a dispersão do material ejetado.
A importância desse evento para a ciência é significativa. Os dados coletados poderão auxiliar os pesquisadores na compreensão da formação de crateras artificiais, na reação a impactos e nos efeitos da colisão de objetos artificiais fora da órbita terrestre. Além disso, as informações podem contribuir para futuras missões de exploração lunar e para o estudo do comportamento do lixo espacial em trajetórias de longo prazo.
