Trump sinaliza intenção de concorrer à presidência em 2028 ao usar boné alusivo à campanha

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Trump anuncia intenção de concorrer à presidência em 2028 durante jantar com jornalistas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou na última sexta-feira (24) que planeja se candidatar novamente à presidência em 2028. A declaração ocorreu durante um jantar com jornalistas setoristas da Casa Branca, um evento que foi remarcado após um incidente de segurança em abril, quando um atirador tentou atingir o presidente.

Durante seu discurso, Trump usou um boné com a inscrição “Trump 2028” e afirmou que busca um “quarto mandato”. Ele reiterou suas alegações de fraude nas eleições de 2020, onde acredita ter vencido Joe Biden.

“Ganhei três vezes e vou fazer isso de novo. Deve ser fácil. Estou ficando muito bom em concorrer à presidência”, declarou Trump, enfatizando sua confiança em futuras campanhas eleitorais.

É importante destacar que a Constituição dos EUA, através da 22ª emenda, proíbe que um presidente exerça mais de dois mandatos, sejam eles consecutivos ou não.

Discurso com tom de descontração

O discurso de Trump, que durou pouco mais de uma hora, teve um tom leve e descontraído. Ele mencionou que havia preparado um discurso mais sério para um evento anterior que foi cancelado, mas optou por ironizar os jornalistas presentes.

“Este lugar reúne, provavelmente, a maior concentração de pessoas com a chamada ‘Síndrome de Perturbação por Trump’ já vista ao mesmo tempo. Alguns de vocês tiveram sorte de o nosso último jantar ter sido interrompido, porque eu havia preparado algo especial”, comentou, fazendo referência ao evento cancelado.

Este foi o primeiro ano em que Trump participou do jantar promovido por jornalistas. Ele se recusou a comparecer durante seu primeiro mandato, alegando que a mídia o tratou de forma negativa. Contudo, ao final do evento, expressou respeito pela profissão dos jornalistas.

Embora tenha feito declarações engraçadas, algumas não provocaram muitas risadas. Uma piada de tom mais baixo causou constrangimento entre os presentes.

Posicionamento sobre o Irã e críticas a opositores

Embora tenha se desviado de seus temas habituais, Trump reafirmou sua posição de não aceitar que o Irã desenvolva armas nucleares. “Eles adorariam fechar um acordo. Não acho que estejam prontos para isso, mas estou disposto a ouvir”, disse.

Trump também criticou o senador Chuck Schumer por suas declarações contra Israel e ironizou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, por suas ameaças de prender o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, caso ele visitasse a cidade.

“Vou enviar a ele [Schumer] uma linda roupa palestina amanhã para que ele possa receber o Bibi Netanyahu quando ele vier à cidade na semana que vem”, brincou Trump.

Críticas a democratas e o evento de jornalistas

Durante sua fala, Trump não poupou críticas a seus oponentes políticos, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, que não compareceu ao jantar. Trump zombou de Newsom por suas falhas em combater incêndios no estado.

“Ouvi dizer que, recentemente, declarou que ‘precisamos combater fogo com fogo’. Para ser justo, a única coisa que sabemos sobre Gavin é que ele definitivamente não gosta de combater incêndios com água”, ironizou.

Além de Newsom, Trump também ridicularizou a ex-vice-presidente Kamala Harris, insinuando que sua inteligência era questionável.

O presidente também fez piadas sobre seu antecessor, Joe Biden, e sobre o ex-presidente Barack Obama, destacando a mudança no formato do jantar, que geralmente conta com a presença de um comediante.

Incidente de segurança e homenagens

O jantar prestou homenagem ao agente do Serviço Secreto Victor Gonzales, que foi baleado durante um incidente de segurança em abril. Gonzales foi reconhecido por sua ação rápida que impediu um ataque mais grave.

Trump aproveitou a oportunidade para defender a construção de um novo salão de eventos na Casa Branca, sugerindo que o ataque poderia ter sido evitado caso o evento tivesse ocorrido nesse espaço mais seguro.

O jantar, que tradicionalmente ocorre no Arlington Hotel, foi transferido para o Waldorf Astoria, em Washington, por questões de segurança. Trump mencionou

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