Trump se refere a Xi como amigo após mencionar interferência chinesa

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Trump elogia Xi Jinping e confirma visita à Casa Branca

Pouco após alegar interferência da China nas eleições americanas, o presidente Donald Trump se referiu ao líder chinês, Xi Jinping, como “amigo” e reafirmou sua visita a Washington, programada para 24 de setembro. A declaração ocorreu durante um jantar com jornalistas que cobrem a Casa Branca, onde Trump discutiu a venda do TikTok pela ByteDance.

Trump mencionou que conversou com Xi sobre a venda do TikTok, afirmando que o presidente chinês havia inicialmente recusado o negócio, mas que a situação foi resolvida de maneira amigável. “Ele é meu amigo. E ele não causa problemas, como outras pessoas causam”, declarou Trump, enfatizando a relação cordial entre os dois líderes.

No mesmo evento, Trump destacou que Xi elogiou os Estados Unidos durante sua visita a Pequim e confirmou que a visita do presidente chinês a Washington permanece agendada. “O presidente Xi me disse isso algumas semanas atrás, na China, e ele virá para cá em setembro — acho que no dia 24, ou no final de setembro. Vai ser empolgante”, afirmou o presidente americano.

CRÍTICAS À CHINA

Recentemente, Trump fez um pronunciamento à nação acusando a China de interferir nas eleições de 2020, alegando que o país hackeou dados de 220 milhões de eleitores americanos. Essa afirmação foi utilizada para justificar o Save America Act, que exige prova de cidadania para votar nas eleições dos EUA.

A resposta da China foi uma negação veemente das acusações, afirmando que mantém uma política de não intervenção nos assuntos internos de outras nações. Desde então, havia incertezas sobre a continuidade da visita de Xi a Washington.

TOM DESCONTRAÍDO

Durante o jantar, Trump adotou um tom leve e descontraído, mencionando que havia preparado um discurso mais sério para um evento anterior que foi cancelado. O jantar, que foi remarcado após um incidente de segurança, ocorreu no Washington Hilton Hotel.

Um homem armado tentou invadir o espaço do evento em abril, mas foi rapidamente contido por agentes do Serviço Secreto, garantindo a segurança do presidente e dos presentes.

ATENTADO CONTRA TRUMP

O incidente de segurança envolveu um homem que furou a barreira de segurança durante o jantar. O Serviço Secreto reagiu rapidamente, resultando em disparos. O homem, identificado posteriormente, foi detido e enfrenta várias acusações, incluindo tentativa de assassinato do presidente.

O atirador, que se declarou inocente, havia feito uma doação para a campanha de um candidato democrata em 2024. Esse detalhe levanta questões sobre a motivação por trás de suas ações.

JANTAR DE JORNALISTAS

O jantar foi organizado pela Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca (WHCA), uma entidade fundada em 1914. O evento se tornou uma tradição no cenário político americano, proporcionando uma plataforma para o presidente se expressar de maneira mais leve e interagir com a mídia.

Historicamente, o jantar tem sido uma oportunidade para celebrar a liberdade de expressão, um direito fundamental consagrado na Constituição dos EUA. Com o passar dos anos, o evento cresceu em importância, atraindo não apenas jornalistas, mas também políticos e membros do governo.

Donald Trump, que não havia participado de jantares semelhantes durante seu primeiro mandato, fez sua estreia em um evento desse tipo, destacando a relevância contínua da relação entre a presidência e a imprensa.

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