Sanção dos EUA ao Irã não deve impactar o Brasil, afirma Alckmin
Alckmin minimiza impacto de sanções dos EUA ao Irã sobre o Brasil
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que as sanções anunciadas pelos Estados Unidos ao Irã não devem ter repercussões significativas para o Brasil.
Alckmin destacou que, apesar da posição dos EUA em restringir o comércio com o Irã, o país persa possui uma população de 100 milhões de pessoas e mantém relações comerciais com diversas nações, incluindo países europeus. Ele ressaltou que a relação comercial do Brasil com o Irã é relativamente pequena.
O ministro também comentou sobre a dificuldade de aplicação de tarifas elevadas, que teriam que ser impostas a mais de 70 países, incluindo nações europeias. Sua declaração ocorreu durante uma entrevista a emissoras de rádio no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação.
Alckmin lembrou que, até o momento, não houve uma ordem executiva do governo Trump que efetivamente impusesse sanções ao Irã. Ele expressou esperança de que tais medidas não sejam implementadas, argumentando que impostos de exportação funcionam como regulatórios e afetariam o comércio global.
O ministro também enfatizou que o Brasil não está envolvido em litígios internacionais, destacando que o país tem uma longa história de paz e busca promover a harmonia global. Ele afirmou que a guerra resulta em morte e pobreza, caracterizando-a como um fracasso da boa política.
Alckmin classificou o atual cenário geopolítico como desafiador e ressaltou a importância de o Brasil ser mais ouvido nas discussões internacionais. Ele defendeu a promoção da paz e o fortalecimento do multilateralismo, com foco na melhoria das condições de vida da população por meio da geração de empregos e aumento da renda.
