Renan Santos critica Flávio em evento do Missão e defende pena de morte para ladrões
Renan Santos é apresentado como candidato à Presidência pelo partido Missão em evento polêmico.
Renan Santos foi oficialmente apresentado como candidato à Presidência da República pelo partido Missão em um evento realizado em São Paulo. Durante sua fala, ele fez críticas contundentes ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro, utilizando termos pejorativos para se referir a ambos.
O candidato adotou um discurso radical de direita, afirmando que “vamos matar quem roubar” e não se posicionando como uma terceira via, mas atacando diretamente seus adversários. Ele chamou Flávio Bolsonaro de “farsante, fraco e corrompido”, e Lula de “maldito”.
O partido, criado em 2025 por membros do Movimento Brasil Livre (MBL), já havia realizado uma convenção anterior para garantir proteção da Polícia Federal após Renan ter recebido ameaças de facções criminosas. O evento deste sábado, na zona leste de São Paulo, também serviu para apresentar o programa de governo em seu primeiro congresso nacional.
Nas últimas pesquisas, Renan Santos aparece com apenas 3% das intenções de voto. O evento, que atrasou cerca de 30 minutos devido a protocolos de segurança, contou com uma plateia jovem e apoiadores que usavam camisetas com a frase “prendeu, matou”. O partido busca se consolidar como uma alternativa de direita em meio à polarização política, apresentando propostas de ajuste fiscal rigoroso e um “choque de lei e ordem” contra o crime.
O congresso ocorreu no Komplexo Tempo, na Mooca, e incluiu a apresentação do vice da chapa, tenente-coronel da reserva Aroldo Medina, além da indicação de nomes para governos estaduais e um painel sobre desfavelização.
Durante o evento, o partido lançou o “Livro Amarelo”, um documento extenso que reúne o programa de governo para 2026, dividido em seções como “Estado Novo”, “Reformas de Base” e “País do Futuro”. A elaboração do material contou com a colaboração de acadêmicos e durou mais de dois anos.
No campo econômico, o programa defende um ajuste fiscal considerado um “remédio amargo”, incluindo propostas como uma PEC de transição para desvincular benefícios previdenciários do salário mínimo e a desvinculação dos pisos constitucionais de saúde e educação, com uma estimativa de economia de R$ 1,1 trilhão até 2031.
Em segurança pública, o programa propõe a adoção do “Direito Penal do Inimigo”, criação de superpresídios para líderes criminosos e confisco de bens de facções como o PCC e o Comando Vermelho. Além disso, sugere a fusão de municípios financeiramente inviáveis, reduzindo o número total de cidades no Brasil.
O deputado Kim Kataguiri apresentou propostas sociais e administrativas que visam mudanças drásticas no acesso a programas federais, condicionando o recebimento de auxílios à aceitação de postos de trabalho.
Kataguiri afirmou que a entrada no Bolsa Família será alterada para incluir condições de emprego, propondo a criação da “Lei de Responsabilidade Gerencial”, que tornaria prefeitos inelegíveis se não alcançassem metas básicas em saúde e educação.
Em sua fala, Aroldo Medina criticou gestões políticas atuais usando uma vassoura como metáfora, afirmando que o Brasil precisa de uma “vassoura nova” para eliminar a corrupção.
O partido também arrecadou recursos por meio da venda de ingressos para o evento, com categorias que variavam de R$ 94 a R$ 7.014, além de focar em doações individuais. Renan Santos lidera a arrecadação com R$ 898,4 mil, seguido por outras lideranças do partido.
