Nespresso Brasil investe R$ 70 milhões anuais na agricultura regenerativa e na cadeia do café

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Nespresso Brasil revela avanços significativos em práticas de agricultura regenerativa.

A Nespresso Brasil divulgou dados que demonstram o impacto econômico e ambiental de seus investimentos em agricultura regenerativa, solidificando o Brasil como um laboratório global para essa abordagem. Em 2025, impressionantes 95% do café adquirido pela marca no país provém de fazendas que implementam práticas regenerativas, um avanço notável em relação a 84% em 2022.

O Brasil, que responde por 30% do volume mundial de café verde da Nespresso, também viu um aumento no indicador global, que subiu de 76% para 85% no mesmo período. De acordo com o gerente de Café Verde da Nespresso Brasil, a qualidade do café está intrinsecamente ligada à preservação dos recursos naturais e ao fortalecimento das comunidades produtoras.

Entre 2024 e 2025, um monitoramento de 240 fazendas revelou que os produtores que adotaram práticas regenerativas apresentaram uma resistência superior à seca, colhendo 36 sacas por hectare, em comparação com 30 sacas das demais propriedades. Essas fazendas utilizaram 66% mais fertilizantes orgânicos, reduziram em 30% o uso de herbicidas e emitiram 25% menos carbono, evidenciando ganhos tanto em produtividade quanto em sustentabilidade.

Exemplos como a Fazenda Luciana, no Cerrado Mineiro, e a Chácara Colônia Agrícola, na Alta Mogiana, demonstram resultados positivos, incluindo aumento de produtividade, recuperação do solo e integração agroflorestal.

Para reconhecer os produtores mais inovadores, a Nespresso introduziu o Prêmio Regenerativo Avançado, que destinará R$ 6 milhões em incentivos diretos, além dos R$ 70 milhões anuais já investidos na cadeia produtiva. Com isso, a Nespresso busca compensar a falta de valorização do café regenerativo no mercado, criando um incentivo financeiro e suporte técnico essenciais.

A Nespresso também firmou uma parceria com a PUR, uma organização dedicada à restauração de paisagens, com a meta de plantar 98 mil árvores nas regiões do Alto Paranaíba e Vale da Grama entre 2026 e 2027. Este projeto integrará quebra-ventos, café arborizado e reflorestamento, promovendo a biodiversidade e a regulação hídrica.

Com esses resultados, o Brasil se destaca como uma referência mundial em café regenerativo, combinando produtividade, sustentabilidade e impacto econômico, configurando um modelo que redefine o futuro da agricultura e da competitividade do agronegócio nacional.

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