Rússia classifica fundador do Telegram como terrorista e extremista

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Rússia classifica fundador do Telegram como terrorista em nova investida contra a plataforma.

A Rússia incluiu Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, na lista de terroristas e extremistas, conforme noticiado por agências locais. Essa designação foi anunciada pela Rosfinmonitoring, a agência de monitoramento financeiro do país.

Essa ação marca um novo capítulo na crescente pressão do governo Putin sobre Durov e o aplicativo de mensagens. Nos últimos meses, o Kremlin tem tentado restringir o uso do Telegram na Rússia, especialmente após Durov se recusar a remover conteúdos relacionados à guerra na Ucrânia.

De acordo com as normas, indivíduos e organizações listados como terroristas e extremistas têm restrições severas, incluindo a proibição de interagir com a mídia russa, publicar informações online, organizar eventos públicos, participar de eleições e utilizar serviços financeiros no país.

O paradeiro atual de Durov, que tem 41 anos e se opõe ao governo, é desconhecido. Ele foi detido na França em agosto de 2024, mas liberado em poucos dias.

O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) alega que Durov não conseguiu remover conteúdos que, segundo eles, foram utilizados por serviços ucranianos e organizações terroristas para coordenar atos de sabotagem e terrorismo dentro da Rússia.

O Telegram, fundado em 2013, é um aplicativo de mensagens criptografadas que afirma ter mais de 1 bilhão de usuários. Ele é amplamente utilizado por ambos os lados do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos anos, o governo de Vladimir Putin tem tentado limitar o uso do Telegram, promovendo seu próprio serviço de mensagens estatal, o Max. No entanto, órgãos governamentais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam a usar o Telegram regularmente.

Durov, que nasceu na Rússia, possui passaportes dos Emirados Árabes Unidos e da França. Ele também fundou a rede social VKontakte, equivalente russo do Facebook, antes de vender sua participação em 2014 sob pressão das autoridades russas.

Além disso, Durov está sob investigação na França por supostamente não combater adequadamente atividades criminosas na plataforma e por não cooperar com pedidos das autoridades de segurança. Ele nega qualquer irregularidade.

“A Rússia me rotulou como ‘terrorista’ por recusar suas exigências de vigilância em massa e censura no Telegram”, afirmou Durov em sua plataforma.

O anúncio da Rússia ocorreu após reportagens de jornais estatais informarem que Durov estava sendo investigado em um caso relacionado ao terrorismo. Em abril, Durov mencionou que uma intimação havia sido entregue em seu antigo apartamento na Rússia.

Ele expressou orgulho em defender os direitos à liberdade de expressão e à correspondência privada garantidos pela Constituição russa. Recentemente, ele indicou estar em Dubai e expressou interesse em retornar à Geórgia.

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