Bill Gates ignora radar de velocidade e continua acelerando com Mercedes-Benz a diesel desgastado

Compartilhe essa Informação

Reunião inesperada entre rivais resulta em conselho crucial e reviravolta legal.

No final de 1982, Seymour Rubinstein, fundador da MicroPro, chegou aos escritórios da Microsoft para uma reunião com Bill Gates. A expectativa era discutir o lançamento do Microsoft Word, que prometia revolucionar o mercado de processadores de texto.

Ambos já se conheciam há anos e mantinham uma amizade, apesar da rivalidade entre suas empresas. Rubinstein não imaginava que a reunião tomaria um rumo inesperado, levando-o a se tornar um conselheiro legal para Gates em um momento crítico.

Gates enfrentava um problema sério: ele havia acumulado tantas multas por excesso de velocidade que estava prestes a perder sua carteira de motorista. A audiência no tribunal de trânsito de Seattle estava agendada para aquela manhã, e a situação era alarmante, com riscos de até prisão.

Rubinstein, ao chegar, encontrou um Gates preocupado, que revelou sua intenção de contestar uma multa por excesso de velocidade e por portar um detector de radar em seu Porsche. O jovem milionário acreditava que a posse do dispositivo era legal e que isso o protegeria no tribunal.

Rubinstein, ciente das nuances legais, alertou Gates sobre a ineficácia de sua estratégia. Ele aconselhou que o fundador da Microsoft admitisse seu erro, se desculpasse e prometesse não exceder a velocidade novamente, caso contrário, as consequências poderiam ser severas.

Gates, ouvindo o conselho do rival, decidiu seguir a orientação. Ele se desculpou no tribunal, comprometeu-se a se livrar do detector de radar e a respeitar os limites de velocidade. O resultado foi favorável: ele saiu com uma multa, mas sem perder a carteira de motorista.

Curiosamente, a pessoa que ajudou Gates a evitar a perda de sua carteira era um de seus maiores concorrentes no setor de tecnologia. Na época, a MicroPro detinha uma significativa fatia do mercado de processadores de texto, representando 23% em 1984, um segmento que a Microsoft almejava conquistar.

Após o incidente, Gates decidiu abordar seu problema com a velocidade de outra forma. Optou por um Mercedes-Benz a diesel, um carro projetado para ser mais lento e sem distrações, como rádio. Ele acreditava que isso ajudaria a controlar sua necessidade de velocidade.

Entretanto, em 1986, mesmo com o carro mais lento, Gates continuava a acumular multas. O motor do Mercedes acabou fundindo devido à falta de óleo, resultando em piadas entre seus colegas durante um reencontro de formatura.

Sem hesitar, ele voltou a dirigir seu Porsche 911 Turbo, um carro potente de 300 cavalos, e retomou o hábito de correr, mostrando que a necessidade de velocidade era uma parte intrínseca de sua personalidade.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *