Presidente colombiano solicita a Trump a suspensão de tarifas em resposta ao terremoto
Colômbia busca apoio dos EUA após devastador terremoto de 7,4 graus.
Após um forte terremoto que atingiu a Colômbia, o presidente Abelardo de la Espriella solicitou ao governo dos Estados Unidos a suspensão temporária das tarifas sobre produtos colombianos.
A medida visa auxiliar a recuperação do país, que sofreu com a tragédia de magnitude 7,4, resultando em pelo menos 289 mortes e milhares de feridos.
O pedido foi feito durante uma conversa entre os líderes na noite de sábado. De la Espriella expressou sua gratidão pela ajuda humanitária já enviada pelos EUA e destacou a importância da suspensão das tarifas para aliviar a situação dos empresários locais.
Até o momento, a administração americana não se manifestou oficialmente sobre o pedido. Contudo, o Departamento de Estado dos EUA já disponibilizou US$ 26,5 milhões em ajuda, que inclui alimentos, abrigos e suprimentos médicos.
O presidente colombiano, que assumiu o cargo recentemente, é um aliado próximo de Trump e tem buscado fortalecer os laços com os Estados Unidos desde sua eleição.
O terremoto, que ocorreu na manhã de segunda-feira, devastou diversas cidades, incluindo Pereira, Cali e Quibdó, com a costa do Pacífico sendo a mais afetada. De la Espriella declarou estado de desastre natural em resposta à situação.
O epicentro do tremor foi registrado em Chocó, uma das regiões mais carentes do país. O governo colombiano divulgou um balanço atualizado da tragédia, que inclui:
- 289 mortes confirmadas;
- 3.937 feridos;
- 143 desaparecidos (números que podem ser ainda maiores segundo estimativas independentes);
- 14.705 casas completamente destruídas;
- 81.536 imóveis danificados.
Esperança por sobreviventes
Em Cali, as equipes de resgate continuam a busca por mais de 70 pessoas que estão desaparecidas. Apesar de a janela crítica para encontrar sobreviventes ter passado, as operações seguem em andamento.
O prefeito de Cali, Alejandro Eder, enfatizou a importância da esperança, afirmando que “milagres acontecem” e que as equipes estão focadas nas áreas onde ainda há vítimas a serem resgatadas.
