Erika Hilton propõe debate com Flávio sobre o término da escala 6 X 1

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Deputada desafia senador para debate sobre PEC que propõe fim da jornada 6×1.

Em um recente comunicado nas redes sociais, a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) convidou o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, para um debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada de trabalho 6×1.

Hilton fez referência a uma reportagem que indicava que Flávio estaria mobilizando aliados no Senado para atrasar a votação da PEC, o que poderia prejudicar a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tendo em vista a revelação feita, venho, por meio deste, desafiá-lo a um debate público, 1×1, sobre a proposta e sobre essa escala desumana”, destacou a deputada em sua mensagem.

A parlamentar ainda afirmou que o senador teria a liberdade de escolher a data, o local e o horário do debate, enfatizando que o convite é “intransferível”.

De acordo com o líder do governo no Congresso, a PEC deverá ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no dia 2 de setembro.

A PEC E A OPOSIÇÃO

A proposta que busca extinguir a jornada de trabalho 6×1 foi apresentada por Erika em 2024. Ela argumenta que a redução da carga horária aumentaria o bem-estar dos trabalhadores e criaria novas oportunidades de emprego para os jovens, que poderiam cobrir as folgas dos funcionários atuais.

A PEC se tornou uma das bandeiras do governo Lula e uma peça central na sua campanha para as eleições de 2026. No entanto, a proposta gera divisões entre os partidos de centro e direita.

No debate presidencial realizado pela Band, Renan Santos (Missão) manifestou-se contra a redução, temendo um possível aumento no desemprego. Por outro lado, Augusto Cury (Avante) mostrou-se favorável à proposta, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) declarou que não se opõe à ideia, mas critica a forma como ela foi elaborada.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, optou por não incluir o tema da jornada de trabalho 6×1 em seu plano de governo, apresentado em 13 de agosto. Ele sugere uma redução gradual dos custos de contratação com carteira assinada e defende maior liberdade na definição da jornada de trabalho.

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