Suprema Corte aprova decreto de Trump que limita votação por correio

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Suprema Corte dos EUA autoriza decreto de Trump sobre voto pelo correio.

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma vitória temporária ao presidente Donald Trump ao permitir a implementação de um decreto presidencial que busca restringir o voto pelo correio. A decisão foi tomada em meio a contestações judiciais sobre a legalidade da medida.

No dia 31 de março, Trump assinou uma ordem executiva que visa limitar o voto pelo correio antes das eleições legislativas de meio de mandato, programadas para novembro. No entanto, essa iniciativa enfrentou resistência, especialmente de estados governados por democratas, que argumentaram que a organização das eleições é de competência estadual e não federal.

Um tribunal distrital de Massachusetts havia bloqueado a aplicação da ordem executiva, mas a Suprema Corte suspendeu essa decisão, permitindo que parte da medida avance temporariamente. A corte, no entanto, não emitiu um julgamento definitivo sobre a legalidade da ordem, aguardando o desdobramento de novos processos judiciais.

Os ministros da Suprema Corte deixaram claro que a autorização não implica que a implementação da ordem seja legal, ressaltando que o tempo trará esclarecimentos sobre o assunto.

Os três juízes liberais da corte expressaram sua discordância em relação à decisão, evidenciando a divisão entre os membros da Suprema Corte.

A ordem executiva exige que sejam elaboradas listas de eleitores habilitados e que o Serviço Postal dos Estados Unidos entregue cédulas apenas aos eleitores que constem nessas listas, o que levanta preocupações sobre a acessibilidade ao voto.

Chuck Schumer, líder da minoria democrata no Senado, criticou a decisão, chamando-a de “vergonha” e afirmando que Trump busca dificultar o acesso ao voto para evitar ser responsabilizado por questões econômicas, como o aumento dos preços decorrentes do conflito no Irã.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, que é considerado um potencial candidato à presidência, anunciou que seu estado tomará medidas legais contra a ordem executiva.

Trump, sem apresentar evidências, continua a afirmar que o voto pelo correio é suscetível a fraudes, uma alegação que ele relaciona à sua insatisfação com os resultados das eleições presidenciais de 2020, nas quais foi derrotado por Joe Biden.

As pesquisas atuais indicam que o Partido Republicano enfrenta desafios significativos para manter seu controle sobre o Congresso nas próximas eleições de meio de mandato.

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