Rio de Janeiro demite 6,1 mil comissionados e estima economia de R$ 221 milhões
Governo do Rio de Janeiro reduz cargos comissionados e economiza recursos públicos.
A gestão atual do governo do Estado do Rio de Janeiro implementou um corte significativo de mais de 6 mil cargos em comissão, totalizando 14.340 comissionados em março de 2026. Essa medida visa gerar uma economia estimada em R$ 221 milhões até o final do ano.
Uma parte considerável dos servidores exonerados não possuía senhas de acesso aos sistemas do Estado, como o SEI, sendo considerados funcionários fantasmas. Esses comissionados apenas compareciam uma vez por mês para assinar a folha de ponto, levantando questionamentos sobre a eficiência da administração pública.
Até o dia 21 de agosto, 6.145 servidores comissionados já haviam sido exonerados, enquanto 2.496 novas nomeações foram registradas. A economia projetada leva em conta apenas os cargos que permanecem vagos após as exonerações.
Novas exonerações estão previstas à medida que os trabalhos de auditoria em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado forem concluídos. Essas auditorias visam garantir a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
As nomeações do primeiro escalão realizadas desde março são, em sua maioria, compostas por servidores de carreira. Todos os escolhidos passam por uma avaliação criteriosa do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com foco na preservação do erário e na aplicação eficiente dos recursos públicos, pautadas por critérios de eficiência e transparência.
Redução de secretarias
Atualmente, a estrutura do governo conta com 28 secretarias, uma redução em relação às 32 existentes em março. Essa diminuição foi alcançada através da fusão de algumas pastas, buscando uma administração mais enxuta e eficaz.
A gestão interina do desembargador Ricardo Couto começou em 23 de março de 2026, após a renúncia do governador Cláudio Castro, que decidiu concorrer a uma vaga no Senado Federal.
No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. Em 2 de junho, o plenário do TSE manteve a condenação após julgar recursos, resultando em uma inelegibilidade de oito anos, contada a partir da eleição de 2022, o que o torna inelegível até 2030.