Meta enfrenta grave derrota judicial e tenta levar concorrentes junto na batalha legal
Meta fecha acordo judicial e impõe restrições em suas redes sociais para proteger adolescentes.
A Meta chegou a um acordo para encerrar uma ação judicial que a acusava de desenvolver produtos viciantes e prejudiciais para os jovens. A empresa concordou em pagar US$ 17,1 bilhões e implementar restrições significativas no Instagram e no Facebook. Entre as novas regras, estão um limite diário de uso de duas horas e alertas para pausas a cada 15 minutos.
Esse acordo representa uma derrota histórica para a gigante da tecnologia, que está buscando evitar um colapso maior. Além do valor financeiro, a Meta também estabeleceu cláusulas que pressionam seus concorrentes a adotar as mesmas condições. O valor garantido pela empresa é de US$ 12 bilhões, e para atingir os US$ 17,1 bilhões, o YouTube e o TikTok precisam contribuir com US$ 5 bilhões aos estados dos EUA. Se isso não ocorrer, a Meta arcará com a diferença, que pode chegar a US$ 5 bilhões.
Outro aspecto importante do acordo é a proposta de limitar o tempo de tela dos adolescentes a duas horas diárias, com a possibilidade de reduzir essa cota para uma hora, caso os concorrentes também aceitem a mesma restrição. Essa estratégia visa evitar que o Instagram e o Facebook fiquem em desvantagem no mercado, caso plataformas como o TikTok não adotem medidas semelhantes.
Simultaneamente ao anúncio do acordo, a Meta divulgou uma carta aberta convidando TikTok e YouTube a seguirem as novas diretrizes. A empresa enfatiza a necessidade de colaboração entre as plataformas para garantir a proteção dos adolescentes, destacando que, se um aplicativo impuser restrições, os jovens podem migrar para outros que não o façam. A mensagem foi amplamente divulgada, incluindo anúncios em jornais de grande circulação nos Estados Unidos.
O impacto desse acordo é significativo para a Meta, que busca se posicionar como uma defensora da segurança dos jovens. No entanto, essa mudança ocorre em resposta a pressões externas, e analistas apontam que a tentativa da empresa de se apresentar como uma “mocinha” é vista como uma estratégia de relações públicas. A preocupação com os efeitos nocivos das redes sociais sobre a juventude continua a crescer, e outras plataformas, como TikTok e YouTube, também enfrentam questões semelhantes.
As restrições acordadas inicialmente se aplicam aos Estados Unidos, mas já estão sendo exigidas por outros países. O governo do Reino Unido, por exemplo, já solicitou que a Meta implemente as mesmas medidas de segurança em seu território. A União Europeia também manifestou interesse em que a empresa adote compromissos semelhantes para proteger os jovens europeus.
