Joesley Batista se encontra com Trump e negocia redução de tarifas sobre carne brasileira, segundo jornal

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Joesley Batista busca redução de tarifas de carne bovina nos EUA

Joesley Batista, bilionário brasileiro e um dos controladores da JBS, está atuando junto ao governo dos Estados Unidos para a redução das tarifas sobre as importações de carne bovina do Brasil. Essa movimentação ocorre em meio à alta dos preços da carne no mercado americano.

A JBS, a maior processadora de carnes do mundo, possui uma forte presença no mercado dos EUA e é controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. O empresário se reuniu com o presidente Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca no dia 20 de agosto, onde discutiram a possibilidade de que um aumento na oferta de carne bovina brasileira poderia ajudar a conter os preços caso as tarifas de importação de 26% fossem eliminadas.

Durante a conversa, foram abordados outros temas relevantes, como tarifas comerciais, combate ao crime organizado e as visões de ambos os líderes sobre os conflitos globais atuais. A reunião, no entanto, não teve sua organização claramente definida, e o Brasil, sendo o maior produtor de carne bovina do mundo, tem um papel crucial nesse cenário.

A alta dos preços da carne bovina representa um desafio significativo para o governo Trump, que busca maneiras de reduzir os custos de produtos essenciais para os consumidores americanos. A proposta de reduzir temporariamente as tarifas sobre a carne importada gerou descontentamento entre os pecuaristas locais e críticas de parlamentares republicanos, que temem que essa intervenção prejudique a estabilidade da indústria de carne bovina.

A National Cattlemen’s Beef Association, a principal entidade comercial de pecuaristas dos EUA, expressou que a ação do governo pode impactar negativamente os produtores e a saúde a longo prazo do setor. Além disso, a resistência à proposta é forte entre republicanos que enfrentam eleições acirradas em regiões rurais.

A JBS, segundo relatos, teve um papel significativo na formação das políticas do governo Trump, antes mesmo da decisão de aumentar temporariamente as importações de carne bovina. A Pilgrim’s Pride, uma subsidiária da JBS e a segunda maior processadora de frango dos EUA, contribuiu com US$ 5 milhões para a posse de Trump, destacando a influência da empresa no cenário político.

Enquanto isso, o Departamento de Justiça dos EUA investiga as quatro maiores processadoras de carne do país, incluindo a JBS, para verificar possíveis práticas anticompetitivas. As empresas negam irregularidades, mas enfrentam dificuldades financeiras devido ao aumento dos custos de processamento de gado.

Para a JBS, a importação de mais produtos brasileiros para os EUA representa uma oportunidade de expandir sua participação no mercado americano. Nos primeiros seis meses do ano, o Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhão em carne bovina para os EUA, um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

A JBS, que começou como um frigorífico familiar no Brasil, se transformou em uma gigante do setor, empregando cerca de 280 mil pessoas em mais de 20 países. Em 2025, a empresa listou suas ações na Bolsa de Nova York, com a intenção de atrair investidores e consolidar sua imagem como um líder no setor de carnes.

Além da JBS, os irmãos Batista controlam a holding J&F, que possui interesses em diversos setores, como celulose, mineração, energia, e comunicação. A reestruturação da empresa resultou na concentração de ativos industriais e tecnológicos em uma nova estrutura empresarial, enquanto a companhia original ficou responsável pelos passivos em recuperação judicial.

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