EUA convidam ministro russo para reunião do G20 e geram descontentamento na Europa
Críticas aos EUA marcam reunião do G20 em Asheville
Os Estados Unidos enfrentaram críticas de seus aliados europeus ao convidar o ministro das Finanças russo para a reunião do G20, que ocorre em Asheville, Carolina do Norte.
O governo americano busca persuadir os demais países do G20 a intensificar a pressão econômica sobre o Irã, com discussões que se estenderão até amanhã. A presença do ministro russo gerou desconforto entre os membros da União Europeia, que se mostraram dispostos a reforçar suas próprias sanções.
Como presidente do G20 neste ano, os Estados Unidos estão no centro das negociações, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, espera utilizar o evento para promover políticas de desregulamentação e isolar ainda mais Teerã. Ele afirmou que conversas produtivas já ocorreram e que um ponto de virada na pressão econômica pode ser alcançado em breve.
A primeira troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã em um mês ocorreu durante o encontro, ressaltando a tensão crescente na região.
Incômodo
A presença de Anton Siluanov, ministro das Finanças da Rússia, foi vista como problemática, levando o bloco europeu a solicitar sua exclusão da foto oficial do encontro. A Alemanha expressou preocupação com a mensagem enviada pela presença russa, enquanto a Casa Branca defendeu a necessidade de diálogo para resolver conflitos, como o da Ucrânia.
O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, confirmou que os planos americanos para reforçar as sanções seriam discutidos, destacando a importância da colaboração entre os países do G20.
Tarifas
As tensões comerciais também marcaram o encontro, com Donald Trump tendo lançado uma ofensiva tarifária que impactou todos os parceiros do G20. Apesar de algumas taxas terem sido derrubadas pela Suprema Corte, o governo americano continua a buscar novas tarifas sobre produtos importados, especialmente em relação ao Canadá.
O ministro canadense das Finanças, François-Philippe Champagne, expressou disposição para dialogar, enquanto a falta de unidade no G7 dificulta as discussões no G20.
O G20, criado após a crise financeira asiática de 1997-1998, reúne 19 países, além da União Europeia e da União Africana, com o objetivo de fortalecer a economia global e a estabilidade financeira.
Ausências
A África do Sul foi excluída das reuniões deste ano devido a acusações de perseguição a agricultores brancos, enquanto o Brasil não enviou seu ministro da Fazenda, refletindo uma relação tensa com o governo americano.
Além disso, veículos de comunicação como Bloomberg e The New York Times não conseguiram obter credenciais de acesso, uma decisão criticada pela associação americana de jornalistas National Press Club.
