Renan Santos aponta despolitização no país e classifica crescimento de Cury como inorgânico
Renan Santos critica crescimento de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais.
O candidato da Missão à Presidência da República, Renan Santos, qualificou como “inorgânico” o aumento das intenções de voto para Augusto Cury, do Avante, nas pesquisas recentes. Segundo Renan, a candidatura do escritor e psiquiatra é favorecida por um cenário de “forte despolitização” que permeia o Brasil atualmente.
Em uma entrevista, Renan observou que Cury, que teve um salto de 2% para 11% nas intenções de voto de acordo com uma pesquisa, carece de “substância” e expressou a opinião de que sua candidatura pode não suportar a pressão de debates e sabatinas.
Ele destacou que estamos vivendo um momento de despolitização intensa, caracterizando esta eleição como a mais desengajada desde 2010. Renan afirmou que essa situação pode fazer com que Cury se torne um “produto” que atrai eleitores cansados da política tradicional.
Durante a entrevista, Renan também comentou sobre a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de adiar o julgamento do registro de sua candidatura, considerando-a “meio ridícula” e afirmando que não está preocupado com o desfecho.
Ele ressaltou que não pretende tirar conclusões precipitadas e que, apesar de ter solicitado o afastamento de Toffoli, acredita que a situação é parte de um procedimento normal.
Renan, que se disse disposto a “perder votos” durante a entrevista, defendeu a implementação de medidas econômicas severas e impopulares. Ele criticou o programa Desenrola, comparando-o a “vender a janta para pagar o almoço”, e propôs restrições ao crédito consignado, além de sugerir a proibição das apostas, que considera uma “doença” que deve ser tratada como tal.
O candidato ainda defendeu a desindexação das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) do salário mínimo, argumentando que essa ação é crucial para evitar um colapso iminente das contas públicas.
