Parlamento da Venezuela aprova acordo de petróleo com os Estados Unidos

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Parceria com os EUA promete impulsionar a produção de petróleo na Venezuela em 1,5 milhão de barris por dia.

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou, na última terça-feira, um acordo com os Estados Unidos para a exploração de 17 campos de petróleo. O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, destacou que essa parceria irá iniciar um período de significativa expansão econômica para o país.

Rodríguez afirmou que a Venezuela se tornará a economia que mais crescerá na América Latina, prevendo uma recuperação do bem-estar da população. Este otimismo é respaldado pelo potencial de produção adicional que o acordo pode proporcionar.

Os 17 campos envolvidos no acordo possuem reservas provadas estimadas em 65 bilhões de barris de petróleo. A expectativa é que os investimentos ultrapassem US$ 100 bilhões, com a previsão de arrecadar mais de US$ 209 bilhões em impostos para o governo venezuelano.

Conforme os termos do acordo, a Nabep (North American Blue Energy Partners) obteve concessões de 100 anos para operar os campos. O governo dos EUA terá 35% de participação na controladora da empresa, além do direito de adquirir 20% da produção a preço de custo e poder de veto sobre o conselho de administração.

Rodríguez destacou que o acordo é fundamentado na recente reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, aprovada em janeiro, que permite à PDVSA se associar a empresas estrangeiras para expandir a exploração de petróleo.

O presidente da Assembleia enfatizou que o acordo é claro e baseado em fundamentos legais, afastando qualquer especulação sobre sua natureza. Ele também mencionou que a negociação com Washington despertou grande interesse de outras empresas em investir na Venezuela, com um aumento significativo nas consultas após a definição dos campos.

Rodríguez informou que, através da diplomacia, foi possível chegar a um entendimento com o governo dos EUA, permitindo a adição de 1,5 milhão de barris por dia à produção nacional.

Os deputados da oposição se abstiveram de votar, solicitando mais informações sobre as condições do acordo antes de sua aprovação. Além disso, Rodríguez ressaltou que o petróleo é apenas uma parte da estratégia mais ampla para revitalizar a indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, mencionando negociações em andamento com empresas de gás de renome internacional.

Ele finalizou afirmando que o futuro da produção de hidrocarbonetos no país não se limita ao petróleo, mas também inclui um foco significativo em gás e petroquímica, com a expectativa de que a entrada de capital e tecnologia estrangeiros permita a recuperação de poços considerados esgotados, especialmente na região do lago de Maracaibo.

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