Bunge finaliza venda de duas usinas e se retira do setor sucroenergético no Brasil
Bunge se retira do setor sucroenergético brasileiro com venda de usinas para Cofco International.
A Bunge anunciou sua saída do setor sucroenergético no Brasil ao confirmar a venda de suas duas últimas usinas de cana-de-açúcar para a Cofco International. As unidades, localizadas em Junqueirópolis e Guararapes, têm capacidade de processamento de 7 milhões de toneladas de cana por safra.
Esta transação ocorre após a companhia ter integrado esses ativos ao seu portfólio em julho de 2025, resultado da fusão com a Viterra. Com a venda, a Bunge encerra sua atuação no segmento de biocombustíveis e açúcar no mercado brasileiro, embora a operação ainda precise de aprovações regulatórias.
Julio Garros, diretor de operações da Bunge, afirmou que a venda está em linha com as prioridades estratégicas da empresa, que agora se concentra nas áreas de origem, armazenamento e distribuição de grãos, além do processamento de oleaginosas.
Essa decisão marca a saída definitiva da Bunge do setor, ocorrendo dois anos após a venda de sua participação na BP Bunge Bioenergia para a British Petroleum, que assumiu o controle total das usinas da joint venture criada em 2019.
A aquisição pelas mãos da Cofco International representa um avanço significativo na presença industrial da empresa na região noroeste de São Paulo, além de fortalecer sua plataforma agroindustrial no Centro-Sul do Brasil. Antes da transação, a Cofco operava quatro usinas no estado, com capacidade de moagem entre 15 milhões e 18 milhões de toneladas de cana por safra.
Com a incorporação das usinas Rio Vermelho e Nova Unialco, o portfólio da Cofco no Brasil agora conta com seis unidades, podendo processar mais de 22 milhões de toneladas de cana. Daniel Pagnani, diretor-geral de Usinas de Açúcar da Cofco International, destacou que a aquisição está alinhada com a estratégia de longo prazo para expandir e fortalecer o negócio de açúcar no Brasil.
