Gilmar sugere a Fachin a proibição de delegados da PF em gabinetes do STF após conflito entre Mendonça e Moraes

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Ministro do STF propõe proibição de delegados da PF nos gabinetes dos magistrados

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, sugeriu a proibição da atuação de delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos magistrados da corte.

A proposta surge em meio a uma crescente crise envolvendo o ministro André Mendonça e a direção da PF. A situação se intensificou após a divulgação de diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes.

Atualmente, seis delegados da PF estão cedidos ao STF, com dois trabalhando com Mendonça em casos importantes, dois com Moraes, um no gabinete de Luiz Fux e outro na área de segurança.

Gilmar Mendes expressou preocupações de que a presença de delegados nos gabinetes possa interferir nas investigações, visando benefícios políticos ou ascensão na carreira.

Recentemente, o governo Lula enviou ofícios a mais de 50 órgãos públicos solicitando a devolução de policiais federais cedidos, mas o STF foi excluído dessa solicitação.

Gilmar já discutiu a questão com o presidente do STF, Edson Fachin, e deverá abordar o tema novamente em uma reunião programada para quinta-feira, onde também será discutida a crise sem precedentes que a corte enfrenta.

Fachin tem se reunido individualmente com os magistrados, buscando abordar a situação com cautela para preservar a integridade da instituição.

Um ministro alertou Fachin sobre a possibilidade de que Mendonça esteja sendo influenciado pelos delegados em seu gabinete, que criticam a postura do diretor-geral da PF.

Por outro lado, Mendonça afirma que atua com independência e que seu foco é a integridade das investigações, respeitando o devido processo legal.

A ala que apoia Moraes acredita que Mendonça agiu de forma inadequada ao solicitar investigações sobre um colega sem a devida autorização do plenário, comparando suas ações aos métodos da Operação Lava Jato.

Além disso, uma reunião entre um juiz auxiliar de Mendonça e Vorcaro, sem a presença da PF, e a participação de Mendonça em um instituto, levantam suspeitas que podem ser usadas contra ele.

O entorno de Mendonça defende que não houve ato investigativo, mas apenas uma solicitação para identificar o interlocutor de Vorcaro, com Mendonça afirmando que o plenário do STF é o caminho para discutir o assunto.

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