Nunes Marques afirma que Justiça Eleitoral é imparcial e não escolhe vencedores

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Justiça Eleitoral reafirma imparcialidade e segurança nos processos eleitorais

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou que a Justiça Eleitoral não tem preferências por candidaturas e não escolhe vencedores. A afirmação foi feita durante a cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de 2026.

Nunes destacou que a principal missão da Justiça Eleitoral é cumprir a Constituição. Ele enfatizou que a Justiça não interfere nas escolhas do eleitorado e que a paixão da instituição é a democracia. A segurança e a transparência dos processos eleitorais foram temas centrais de sua fala.

O ministro ressaltou que a lacração dos sistemas é uma garantia de que a tecnologia utilizada nas eleições será auditável e segura. Ele explicou que a segurança do processo eleitoral não depende de um único mecanismo, mas sim de uma combinação de várias camadas de proteção e rigorosos procedimentos de controle.

Além disso, Nunes assegurou que o TSE estará aberto para a supervisão de todas as etapas da votação eletrônica, ressaltando que a credibilidade das eleições se constrói a partir de compromissos coletivos entre as instituições e a sociedade.

A declaração de Nunes acontece em um contexto de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após a decisão do ministro André Mendonça de levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que contém mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Após essa decisão, Moraes recorreu ao inquérito das fake news, sugerindo possíveis crimes atribuídos a Mendonça e solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de um novo procedimento para investigar a situação.

Fachin estabeleceu um prazo de cinco dias úteis para que os envolvidos apresentem suas manifestações sobre o caso. Recentemente, ele também determinou que as investigações solicitadas por Moraes contra Mendonça sejam retiradas do inquérito das fake news e tramitem em um novo procedimento.

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