Fundo Rio Doce ultrapassa R$ 3 bilhões em repasses com novas liberações
Fundo Rio Doce atinge R$ 3,35 bilhões em repasses para comunidades afetadas.
O Fundo Rio Doce, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), superou a marca de R$ 3 bilhões em liberações de recursos, totalizando cerca de R$ 3,35 bilhões. Os repasses mais recentes foram direcionados ao Programa de Transferência de Renda (PTR), planos municipais de ação em saúde e Assessorias Técnicas Independentes (ATIs) que atendem as comunidades impactadas pelo rompimento da barragem de Fundão.
O desastre ocorrido em 2015, quando a barragem da Samarco se rompeu em Mariana, Minas Gerais, resultou em severas consequências ambientais e sociais, afetando a Bacia do Rio Doce e comunidades em diversos municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.
O Fundo foi instituído após um novo acordo de reparação firmado no final de 2024, que prevê que a Samarco desembolse R$ 100 bilhões ao longo de 20 anos. Desse montante, R$ 49,1 bilhões serão destinados a medidas de responsabilidade da União, que incluirão aportes ao fundo.
Recentemente, R$ 263,1 milhões foram liberados como a segunda e última parcela para o custeio dos planos municipais de ação em saúde. A primeira parcela, que totalizou R$ 562,63 milhões, já havia sido repassada no ano anterior. Esses planos foram elaborados pelas prefeituras e aprovados pelo Programa Especial de Saúde do Rio Doce, sob a coordenação do Ministério da Saúde.
Entre os meses de maio e agosto, o programa de transferência de renda recebeu R$ 576,2 milhões, beneficiando agricultores e pescadores cuja produção foi severamente afetada. Os inscritos no programa recebem mensalmente 1,5 salário-mínimo durante três anos, e no quarto ano, 1 salário-mínimo. Até o momento, o investimento total no PTR ultrapassa R$ 1,52 bilhão, sendo R$ 650,2 milhões para o PTR Rural e R$ 869,9 milhões para o PTR Pesca.
Além disso, o Fundo Rio Doce também fez repasses para as ATIs. Em junho de 2026, foram liberados cerca de R$ 4 milhões para os territórios de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó, assim como aproximadamente R$ 2,9 milhões para comunidades tradicionais de faiscadores.
De acordo com informações do BNDES, as liberações do Fundo Rio Doce tiveram início em junho de 2025 e abrangem diversas áreas, incluindo saúde, assistência social, recuperação econômica, desenvolvimento rural, fortalecimento de comunidades tradicionais, pesquisa científica e conservação ambiental.
