Estudo recente questiona eficácia da creatina no ganho de massa muscular

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A eficácia da creatina em ganho muscular é questionada por novo estudo.

A creatina é um suplemento amplamente utilizado por aqueles que buscam aumentar a massa muscular. Avaliar sua eficácia de forma isolada pode ser um desafio, especialmente quando combinada com um regime de exercícios rigoroso, o que dificulta a percepção de seu impacto real. Portanto, é fundamental realizar estudos rigorosos para entender melhor a funcionalidade desse suplemento.

Recentemente, um estudo que analisou a eficácia da creatina não apresentou resultados favoráveis. Durante um programa de treinamento de 12 semanas, onde os participantes consumiram 5 gramas de creatina diariamente, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos que tomaram o suplemento e aqueles que não o fizeram.

Os pesquisadores destacaram que a ingestão de cinco gramas de creatina por dia não influenciou na quantidade de massa muscular adquirida através do treinamento de resistência. Essa pesquisa sugere que os benefícios da creatina podem ter sido superestimados anteriormente devido a falhas metodológicas em estudos passados.

É importante esclarecer que isso não significa que a creatina não seja eficaz. Existem muitas evidências que comprovam seus benefícios. O que o estudo indica é que há lacunas no nosso entendimento sobre o uso adequado do suplemento, o que levanta questões sobre sua aplicação prática.

A creatina, também conhecida como ácido α-metilguanidoacético, é um composto que ocorre naturalmente no corpo humano, principalmente nos músculos e células do sistema nervoso. Ela também pode ser encontrada em alimentos como carne vermelha, peixe e frutos do mar.

As moléculas de creatina são formadas a partir de três aminoácidos e são armazenadas como fosfocreatina nos músculos, onde servem como uma importante fonte de energia. Por essa razão, a suplementação de creatina é frequentemente utilizada para melhorar o desempenho durante os exercícios e auxiliar no ganho de massa muscular.

No estudo, 54 participantes, com idades entre 18 e 50 anos, foram divididos em dois grupos. Um grupo recebeu cinco gramas de creatina monohidratada diariamente, iniciando um programa de treinamento de resistência de 12 semanas, enquanto o outro grupo seguiu o mesmo programa sem o suplemento.

As dietas dos participantes foram monitoradas para garantir que não houvesse diferenças significativas em seus hábitos alimentares. Ambos os grupos conseguiram aumentar sua massa muscular, mas em níveis semelhantes, com um ganho médio de cerca de dois quilos ao longo do estudo.

Um dos aspectos importantes do estudo foi o momento em que o grupo que tomou o suplemento começou o tratamento, o que possibilitou testar a hipótese de que parte do crescimento muscular associado à creatina poderia ser resultado do aumento da retenção de água.

Durante a primeira semana, o grupo que utilizou a creatina, especialmente as mulheres, começou a apresentar um ganho de massa muscular, que foi de 0,5 kg, mas essa diferença desapareceu após o início do treinamento. Os pesquisadores ressaltaram que mais investigações são necessárias para compreender o impacto da retenção de água em relação a este suplemento.

A equipe do estudo também sugeriu que a dosagem do suplemento poderia ter influenciado os resultados. A dose de cinco gramas diárias é considerada o limite superior para manutenção, enquanto muitos usuários optam por uma “fase de saturação” que envolve a ingestão de 20 a 25 gramas por dia.

No entanto, essa possibilidade foi descartada pelos pesquisadores, pois doses mais altas podem causar desconfortos gastrointestinais e não são necessárias para alcançar os níveis de saturação. Eles enfatizam a importância de mais estudos com doses intermediárias, como 10 gramas.

Embora estudos anteriores tenham sido realizados, a evidência sugere que a dosagem não é o principal problema. O que se observa é que o efeito da creatina depende do treinamento e do histórico individual de cada pessoa. Assim, o ganho muscular é mais significativo no início do treinamento de resistência.

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