Mendonça atende Fachin e divulga detalhes do caso Master

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Ministro do STF retira sigilo de procedimentos do caso Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo de 15 procedimentos relacionados ao caso do Banco Master, que estão sob sua relatoria. A medida foi tomada em resposta a um pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

Entre os documentos tornados públicos está a Petição 15.556, que levou à prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, outros 14 processos foram liberados, incluindo inquéritos relevantes e petições ainda em andamento.

O material será enviado em um HD ao gabinete de Fachin e aos demais ministros do STF. Mendonça ressaltou que a retirada do sigilo está em conformidade com a solicitação do presidente da Corte.

Na véspera, Fachin havia solicitado que o sigilo de todo o caso Master fosse retirado, visando a transparência dos procedimentos, exceto em situações onde a manutenção do sigilo seja considerada essencial.

Mensagens entre Moraes e Vorcaro

Recentemente, Mendonça também retirou o sigilo de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Essa decisão gerou uma crise no STF ao tornar público um relatório da Polícia Federal com mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro.

O relatório contém 52 mensagens enviadas por Vorcaro para um número identificado pela PF como pertencente a Moraes, com trocas ocorrendo entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, período que culminou na primeira prisão de Vorcaro.

Mendonça solicitou ainda uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o inquérito. O procurador-geral Paulo Gonet destacou duas nulidades no processo, afirmando que Mendonça não poderia ter determinado diretamente à PF o aprofundamento da investigação sobre outro ministro sem a autorização do plenário do STF ou a iniciativa do Ministério Público.

Conflito no STF

A crise institucional se intensificou quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, que ele mesmo relata. Na última sexta-feira, Fachin retirou esse pedido e exigiu explicações dos envolvidos.

Além disso, Mendonça afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, e abriu investigações sobre ambos. Embora Flávio Dino tenha reintegrado os diretores, Fachin suspendeu essas decisões e o andamento do processo de Mendonça, além de retirar o inquérito das fake news do gabinete de Moraes.

Fachin determinou que todas as decisões envolvendo ministros do STF sejam submetidas à presidência. O processo que envolve Mendonça e Moraes será analisado pelo plenário em uma sessão extraordinária marcada para 15 de setembro, às 10h.

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