Criminosos aproveitam vulnerabilidade grave no Cisco Secure Email Gateway

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Criminosos exploram vulnerabilidade crítica no Cisco Secure Email Gateway.

Uma falha crítica no Cisco Secure Email Gateway está sendo ativamente explorada por criminosos, permitindo que um e-mail malicioso conceda acesso irrestrito ao sistema. A solução temporária recomendada é a aplicação do patch disponibilizado pela empresa.

Identificada como CVE-2026-76461, a falha recebeu uma pontuação de 9,8 no sistema de avaliação CVSS (Common Vulnerability Scoring System). Essa vulnerabilidade afeta tanto appliances físicos quanto virtuais do Secure Email Gateway, independentemente de suas configurações. A situação foi noticiada por veículos especializados em tecnologia.

O problema reside na maneira como o software AsyncOS, que opera os appliances da Cisco, processa mensagens recebidas. Um atacante não necessita de credenciais; basta enviar uma mensagem especialmente elaborada para o gateway vulnerável. Caso o ataque seja bem-sucedido, o criminoso pode executar comandos com privilégios de root, o nível mais elevado de controle sobre o sistema.

Exploração ativa e clientes afetados

A exploração ativa da vulnerabilidade foi identificada em setembro de 2026. Embora a Cisco tenha conhecimento do problema, não divulgou informações sobre a identidade dos atacantes, a duração dos ataques ou o número de organizações afetadas. A falha foi descoberta durante a investigação de um incidente no Centro de Assistência Técnica da empresa.

Há indícios de que parte dos clientes do serviço de nuvem da Cisco pode ter sido impactada. A empresa realizou uma investigação em dispositivos pertencentes ao seu serviço Secure Email Cloud e contatou diretamente os clientes cujos appliances mostraram sinais de possível comprometimento. A Cisco confirmou que todos os dispositivos do Secure Email Cloud foram atualizados para a versão AsyncOS 16.5.0-780, e as ações de remediação e recuperação estão em andamento.

Risco para administradores e recomendações

Administradores que operam seus próprios appliances devem tomar medidas imediatas. A Cisco recomenda a verificação dos registros de atividade em busca de comportamentos suspeitos, ressaltando que a ausência de alertas não garante a integridade do sistema. Isso se deve ao fato de que, uma vez com acesso de root, atacantes podem manipular registros e eliminar vestígios da invasão.

A empresa orienta que os administradores também analisem registros de rede e de firewall, em vez de confiar exclusivamente nas informações do próprio gateway. Para appliances virtuais com suspeita de comprometimento, a recomendação é ainda mais rigorosa: preservar evidências forenses, implementar uma nova máquina virtual com o software corrigido, reconstruir a configuração e substituir credenciais e materiais criptográficos.

Versões corrigidas e prazo federal

A Cisco já corrigiu a vulnerabilidade nas versões AsyncOS 15.5.5-014, 16.0.4-302 e 16.5.0-780, recomendando fortemente que os clientes atualizem para a versão mais recente, 16.5.0-780.

A Fundação Shadowserver identificou mais de 400 appliances Cisco Secure Email Gateway expostos à internet. A falha foi incluída no catálogo de Vulnerabilidades Exploradas Conhecidas da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), que determinou que agências civis federais realizem a remediação até 17 de setembro.

A vulnerabilidade CVE-2026-76461 surge menos de um ano após a exploração de outra falha crítica no AsyncOS, a CVE-2025-20393, que permitiu a invasão de appliances do Cisco Secure Email Gateway e a instalação de mecanismos de persistência. Essa vulnerabilidade anterior recebeu a pontuação máxima de 10 no CVSS, e as agências federais têm até a quarta-feira (17) para implementar as correções necessárias.

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