Eduardo Bolsonaro promete revelar julgamento do STF nos EUA para solicitar novas sanções
Eduardo Bolsonaro busca sanções contra ministros do STF em visita a Washington.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) manifestou sua intenção de levar a autoridades americanas registros do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode resultar em uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Em suas redes sociais, ele expressou a expectativa de que essa ação leve a uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos.
Em uma publicação no X, Eduardo afirmou que tudo está documentado e pronto para ser apresentado em Washington, D.C. Ele criticou Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino durante a sessão, insinuando que Moraes exige direitos que nega a réus em processos sob sua responsabilidade.
A declaração de Eduardo ocorre em um momento em que ele se prepara para reuniões em Washington, onde discutirá a possibilidade de novas sanções contra Moraes. A agenda foi confirmada, mas os detalhes sobre os participantes ainda não foram divulgados.
Nos Estados Unidos, há movimentações em torno da possibilidade de retomar as punições. Fontes indicam que novas sanções com base na Lei Global Magnitsky contra Moraes podem ser implementadas a qualquer momento. O processo que justificou as punições anteriores ainda é considerado válido pelo Departamento do Tesouro, e uma nova decisão dependerá do aval do Departamento de Estado.
Moraes já havia sido sancionado pelos Estados Unidos em 2025, mas as punições foram retiradas posteriormente. Eduardo Bolsonaro é acusado de ter atuado nos Estados Unidos para pressionar autoridades a adotar sanções contra figuras políticas brasileiras, especialmente em relação a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A busca por novas sanções por parte de Eduardo ocorre em um contexto de investigações que agora também envolvem seu irmão, Flávio Bolsonaro, que é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente.
Flávio é alvo de apuração autorizada pelo ministro André Mendonça, que investiga a conexão entre o financiamento do filme e possíveis fraudes atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Em áudios divulgados, Flávio teria solicitado R$ 134 milhões a Vorcaro para o projeto, com a Polícia Federal indicando que mais de R$ 60 milhões foram efetivamente pagos. Uma investigação separada no STF, sob a relatoria do ministro Flávio Dino, também examina o uso de emendas parlamentares para custear a produção do filme.
A declaração de Eduardo coincide com uma sessão extraordinária do STF que discute a possível abertura de uma investigação contra Moraes, com base em informações da Polícia Federal. O embate entre os ministros foi intenso, com Moraes questionando a atuação de Mendonça e críticas mútuas entre os integrantes da Corte.
O julgamento atual não decidirá sobre a culpa de Moraes, mas sim sobre a viabilidade de aprofundar as investigações que o envolvem.
