Arrecadação federal atinge recorde de R$ 235,6 bilhões em agosto
Arrecadação federal atinge recorde em agosto de 2026, totalizando R$ 235,6 bilhões.
A arrecadação do governo federal alcançou um novo marco em agosto de 2026, totalizando R$ 235,6 bilhões. Este resultado representa um crescimento real de 8,25% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, após ajustes pela inflação medida pelo IPCA.
No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, a arrecadação atingiu R$ 2,11 trilhões, com um aumento real de 7,12% em relação ao mesmo período de 2025. Esses números incluem as receitas administradas pela Receita Federal e aquelas arrecadadas por outros órgãos do governo.
Entretanto, ao comparar os dados de agosto com os de julho de 2026, quando a arrecadação foi de R$ 289,3 bilhões, houve uma queda nominal de 18,59%. Em termos reais, a redução foi de 18,33%, destacando que variações mensais podem ser influenciadas por fatores sazonais e pelo calendário de arrecadação.
IR E CSLL
A arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) totalizou R$ 34,1 bilhões em agosto, representando um crescimento real de 13,09% em relação ao ano anterior.
Além disso, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital cresceu 33,21%, alcançando R$ 12,7 bilhões, impulsionado por ganhos maiores em títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos.
IPI E IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO
A arrecadação do Imposto de Importação e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vinculada à importação somou R$ 11,8 bilhões em agosto, com um crescimento real de 22,66% na comparação anual.
Esse aumento foi influenciado por um incremento de 8,48% no valor em dólar das importações durante o período analisado. O IPI, calculado sobre produtos não vinculados à importação, arrecadou R$ 5,8 bilhões, evidenciando uma alta real de 32,42%.
ACUMULADO DO ANO
No acumulado do ano de 2026, a arrecadação total da União chegou a R$ 2,11 trilhões, com um aumento real de 7,12%. Deste montante, R$ 2,02 trilhões são provenientes de receitas administradas pela Receita Federal, com um crescimento de 7,10%, enquanto R$ 93 bilhões vieram de outros órgãos, aumentando 7,44%.
Entre os principais tributos, a contribuição previdenciária arrecadou R$ 507,2 bilhões, apresentando um avanço real de 5,03%, influenciado pela elevação da massa salarial nominal de 7,98% e pela gradual redução da desoneração da folha de pagamentos.
O PIS/Cofins totalizou R$ 412,8 bilhões, com um crescimento real de 4,52%, impulsionado pelo desempenho das vendas de bens e serviços e pela recuperação das receitas do setor de petróleo.
PETRÓLEO IMPULSIONA ARRECADAÇÃO
As receitas provenientes da extração de petróleo e gás natural somaram R$ 93,3 bilhões de janeiro a agosto, um aumento real de 471,35% em relação ao mesmo período de 2025.
A Receita Federal também registrou cerca de R$ 11 bilhões em pagamentos atípicos de IRPJ e CSLL, além de R$ 9,9 bilhões oriundos do Imposto de Exportação sobre combustíveis. Mesmo sem considerar esses efeitos extraordinários, a arrecadação administrada pela Receita cresceu 6% em termos reais.
IOF
A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) alcançou R$ 67,2 bilhões de janeiro a agosto, representando uma alta real de 24,11%. Esse resultado reflete o aumento nas operações de crédito e câmbio, além de mudanças legais implementadas desde junho de 2025.