Quarenta por cento dos funcionários utilizam extensões de IA no navegador, que representam um risco
Extensões de IA no navegador corporativo apresentam riscos significativos à segurança.
Mais de 40% dos usuários corporativos já instalaram extensões de inteligência artificial em seus navegadores de trabalho, revelando um novo desafio na segurança digital. Essas ferramentas, segundo um estudo recente, têm se mostrado 60% mais propensas a falhas conhecidas, conhecidas como CVEs, em comparação com extensões comuns.
Além das vulnerabilidades, as extensões de IA podem alterar seu comportamento ao longo do tempo. Um dado alarmante indica que 64% dos usuários relataram mudanças nas permissões de suas extensões de IA em um período de um ano, permitindo acesso a informações que não estavam disponíveis no momento da instalação. Como essas extensões operam dentro do navegador, onde os usuários acessam e-mails, contas bancárias e sistemas corporativos, o potencial de danos é significativo.
O estudo também aponta para um vazamento silencioso de informações. Mais de 6% das interações corporativas com chatbots de IA contêm dados sensíveis, frequentemente relacionados a informações pessoais. Além disso, 47% dessas conversas ocorrem em contas pessoais, fora do controle da empresa, aumentando ainda mais os riscos de segurança.
O conceito de “IA agêntica” é central para a discussão sobre segurança. Essa forma de inteligência artificial não apenas responde, mas também executa tarefas de forma autônoma, acessando APIs e interagindo com diversos sistemas. A análise sugere que a segurança deve evoluir para não apenas monitorar as identidades humanas, mas também regular o comportamento dessas “identidades não humanas”. A exposição do protocolo que conecta esses agentes, conhecido como MCP, ainda é uma prioridade baixa para muitos líderes de segurança, mesmo com a previsão de que agentes de IA não autorizados se tornem uma das principais ameaças cibernéticas até 2030.
Embora o relatório tenha sido produzido pela Akamai, uma empresa que oferece soluções de segurança, a mensagem é relevante. O CEO da empresa, Tom Leighton, enfatiza que, embora a IA possa acelerar processos, ela não possui juízo moral e, portanto, deve ser sempre controlada por humanos. A recomendação prática é mapear o uso da IA, limitar o acesso de cada agente ao estritamente necessário, monitorar suas ações e garantir que haja uma pessoa capacitada para reverter qualquer ação indesejada.
Para aqueles que autorizam o uso dessas ferramentas no ambiente de trabalho, a mensagem é clara: quanto mais autonomia um agente de IA tiver, mais vigilância e capacidade de intervenção a empresa deve ter sobre suas ações.