Flávio Bolsonaro questiona investigação de Dino sobre uso indevido de recursos públicos

Compartilhe essa Informação

Flávio Bolsonaro critica inquérito do STF e atuação de Flávio Dino em visita a São Luís.

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, manifestou sua insatisfação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, e o inquérito que investiga supostas irregularidades no uso de emendas parlamentares. Durante sua visita a São Luís, no Maranhão, o senador acusou o magistrado de utilizar a investigação de forma seletiva para perseguir adversários políticos.

Bolsonaro afirmou que “Flávio Dino está ali para fazer perseguição política”, referindo-se à sua atuação no estado. Ele criticou a maneira como o inquérito vem sendo conduzido, chamando-o de “novo inquérito do fim do mundo”, em alusão ao inquérito das fake news, que foi relator por Alexandre de Moraes. O senador pediu que o ministro se comportasse como juiz e não como militante na Suprema Corte.

As críticas de Flávio Bolsonaro ao STF não são novas e fazem parte de uma série de descontentamentos expressos por ele durante a campanha eleitoral. O inquérito em questão foi determinado por Dino em agosto, com o objetivo de investigar indícios de crimes na execução das emendas Pix, uma modalidade de transferência de recursos por parlamentares a estados e municípios.

A decisão de Flávio Dino foi baseada em um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou irregularidades na destinação de recursos, com um total de R$ 198,1 milhões destinados a 74 municípios. O TCU identificou quatro grupos de irregularidades, incluindo falhas de transparência, problemas na execução financeira, fraudes em licitações e irregularidades na execução de contratos e obras.

Além disso, o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, também se manifestou contra o inquérito, afirmando que ele se tornou um “monstro nas mãos de Flávio Dino”. Marinho destacou que a situação amplia o poder do inquérito, prejudica o juiz natural e fomenta a seletividade nas investigações, clamando por uma reforma do Judiciário para restaurar a normalidade democrática e limitar abusos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *