Lula critica ONU e envia recados a Trump em discurso de campanha

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Presidente Lula critica falhas da ONU e reafirma compromisso com a democracia em discurso na Assembleia Geral.

Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou questões críticas que afetam a democracia e a paz mundial. Em seu discurso, Lula manifestou preocupação com a fragilidade da ONU diante dos conflitos globais.

Em sua décima participação na Assembleia, Lula expressou indignação ao afirmar que a ONU falha em sua missão de acabar com as guerras, destacando que sua credibilidade está em baixa. Ele criticou o “imobilismo” do Conselho de Segurança, que não tem conseguido resolver os conflitos ao redor do mundo.

O presidente ressaltou que o ano de 2025 foi marcado pelo maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, alertando para a nova corrida armamentista que consome trilhões de dólares. Para Lula, a guerra é uma falência da política.

Rememorando sua trajetória como defensor da democracia, Lula citou exemplos históricos de líderes que buscaram a paz, mas foram derrotados pelo ódio. Ele mencionou o sofrimento dos palestinos e as consequências do conflito em Gaza, destacando a dor e o trauma gerados pela violência.

O presidente também se referiu ao conflito entre Estados Unidos e Irã, enfatizando a importância do estreito de Ormuz como uma passagem vital para o comércio internacional, e descreveu a guerra entre Rússia e Ucrânia como um “drama humanitário” que se arrasta há anos.

Em um recado claro ao presidente dos Estados Unidos, Lula afirmou que o Brasil não deve ser considerado um país subordinado. Ele enfatizou a importância de parcerias que promovam o desenvolvimento, independentemente de diferenças ideológicas.

Lula abordou a questão do crime organizado, afirmando que o Brasil está preparado para enfrentar as organizações criminosas que ameaçam a segurança das comunidades. Ele pediu cooperação internacional para combater o tráfico de armas e dinheiro que alimenta o crime.

O presidente também criticou a corrosão dos pilares do multilateralismo e a situação da Organização Mundial do Comércio, alertando sobre as consequências negativas da capitulação dos governos às pressões comerciais. Ele defendeu a importância de uma abordagem sólida frente às crises de saúde e clima.

Em relação à exploração de recursos naturais, Lula enfatizou que os minerais críticos e terras raras pertencem ao povo brasileiro e devem ser explorados em benefício da população, com contrapartidas que garantam desenvolvimento local e transferência de tecnologia.

O discurso de Lula também abordou a indústria de apostas, que considera prejudicial à sociedade, e reafirmou a defesa do sistema de pagamentos Pix como uma infraestrutura pública essencial para a inclusão financeira no Brasil.

Por fim, o presidente ressaltou a importância da próxima eleição, destacando que os brasileiros não estarão apenas escolhendo seus representantes, mas decidindo entre a democracia e o negacionismo. Ele garantiu que o processo eleitoral será transparente e que a democracia brasileira é uma conquista do povo.

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