Donald Trump acompanha de perto as eleições no Brasil

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Trump demonstra interesse nas eleições brasileiras em meio a controvérsias sobre interferência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está acompanhando de perto as eleições no Brasil, a poucos dias do primeiro turno, agendado para o próximo domingo. A afirmação foi feita durante uma conversa com jornalistas antes de deixar a Casa Branca.

Trump enfatizou a importância do Brasil para a América do Sul, descrevendo o país como “muito importante” e elogiando o povo brasileiro. No entanto, não fez menção a candidatos ou ofereceu apoio a qualquer um dos postulantes à presidência.

Acusações de interferência

As declarações de Trump surgem em um contexto de alegações de que seu governo estaria tentando interferir nas eleições brasileiras. A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal a investigação de um suposto financiamento de organizações ligadas ao debate político no Brasil, oriundo do governo dos EUA.

Esse pedido foi fundamentado em uma reportagem que revelou que cerca de US$ 1 milhão do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado foi destinado a um programa voltado para combater o que é considerado lawfare e censura no Brasil. O projeto visa apoiar grupos da sociedade civil que se opõem a ações judiciais consideradas excessivas e à censura imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

Além disso, membros do Partido Democrata no Senado americano enviaram uma carta ao chanceler Marco Rubio, solicitando esclarecimentos sobre a postura dos EUA em relação às eleições brasileiras. No documento, afirmam que a administração Trump estaria utilizando pressão diplomática e econômica, o que poderia enfraquecer as instituições democráticas do Brasil e prejudicar a confiança no processo eleitoral.

Jogo duplo

Desde o segundo semestre de 2025, Trump tem adotado uma abordagem ambígua em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora mantenham um diálogo cordial em encontros e telefonemas, o presidente americano continua a aplicar tarifas sobre produtos brasileiros e critica a Justiça do Brasil por sua atuação em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

No mês de maio, Trump recebeu o senador Flávio Bolsonaro, que se apresentava como pré-candidato à presidência. Durante a visita, o congressista solicitou que facções criminosas fossem classificadas como grupos terroristas, e dois dias depois, essa classificação foi oficialmente adotada por Washington.

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