Mario Frias busca retorno ao Ministério da Cultura em eventual governo de Flávio

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Mario Frias planeja Ministério da Cultura em possível governo de Flávio Bolsonaro.

Reeleito como deputado federal, Mario Frias (PL-SP) já está se movimentando para ocupar o Ministério da Cultura, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença nas próximas eleições. Fontes indicam que o ator está organizando uma equipe para compor a pasta.

Entre os nomes cogitados, destaca-se André Porciuncula, ex-capitão da Polícia Militar da Bahia, que foi um dos principais aliados de Frias durante sua gestão na Secretaria Especial da Cultura. Porciuncula chegou a assumir a pasta quando Frias deixou o cargo para concorrer à Câmara dos Deputados.

Embora tenha sido procurado para se manifestar, Frias não respondeu até o fechamento desta matéria. Por sua vez, Porciuncula afirmou não ter interesse em assumir qualquer cargo público, destacando que reside nos Estados Unidos e não pretende retornar ao Brasil para tal finalidade.

Frias tem defendido que a Cultura mantenha seu status de ministério. A gestão de Jair Bolsonaro foi marcada pela redução do MinC a uma secretaria, o que gerou críticas por transformar a área em um apêndice do Ministério da Cidadania, posteriormente transferida ao Ministério do Turismo.

O deputado tem estado envolvido em controvérsias relacionadas ao filme “Dark Horse”. Além de sua participação na produção, ele é investigado por supostamente ter alimentado um esquema criminoso com emendas parlamentares, que, segundo a Polícia Federal, envolveu desvio de verbas, peculato, fraudes e lavagem de dinheiro. Frias nega todas as acusações.

André Porciuncula, que é proprietário de uma casa avaliada em R$ 3,6 milhões adquirida por um fundo associado ao advogado de Eduardo Bolsonaro, declarou apenas R$ 164 mil em bens nas eleições municipais de 2024, quando concorreu a vereador em Salvador.

Entre os profissionais do setor cultural que se alinham à direita ou centro-direita, havia a expectativa de que a gestão de Flávio na cultura se diferenciasse da de seu pai. Em julho de 2019, Jair Bolsonaro manifestou a intenção de extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine), o que gerou preocupação no setor audiovisual.

Um grupo de representantes do setor apelou a Flávio, que concordou em se reunir com eles em um evento no Rio de Janeiro, na esperança de que ele pudesse interceder em favor da Ancine junto ao pai, um movimento considerado crucial para a continuidade da agência.

Durante a gestão de Frias e Porciuncula, uma instrução normativa foi criada para restringir o acesso a financiamentos para artistas em cidades que impunham medidas restritivas relacionadas à Covid-19. Também foi estabelecida uma categoria de financiamento para arte sacra dentro da Lei Rouanet.

A gestão de Mario Frias foi convocada a prestar esclarecimentos em uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que investiga possíveis cerceamentos à liberdade artística e cultural no Brasil, sendo a CIDH um órgão independente da OEA.

Na administração de Frias, um festival de jazz na Bahia foi barrado pela Lei Rouanet devido a um post no Facebook que defendia o antifascismo. Além disso, o valor máximo do cachê para artistas foi reduzido para R$ 3.000 por apresentação.

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