Brasileirão volta sem apostas e altera cenário de patrocínios de Grêmio e Inter

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Proibição de casas de apostas impacta Grêmio e Internacional no Campeonato Brasileiro

O retorno do Campeonato Brasileiro após a Data Fifa trouxe desafios significativos para os clubes gaúchos, Grêmio e Internacional, devido à recente proibição das casas de apostas no Brasil.

A Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, estabelece restrições à exploração e publicidade de apostas de quota fixa no país. As empresas do setor tiveram um prazo até 5 de outubro para remover seus materiais publicitários, deixando os clubes em uma situação incerta.

No Grêmio, a situação se complicou logo após o anúncio da Pitaco como patrocinadora máster, com um contrato de três temporadas que previa investimentos de aproximadamente R$ 140 milhões. A nova legislação gerou incertezas sobre a continuidade desse acordo, levando o clube a entrar em campo na 29ª rodada do Brasileirão, contra o Remo, sem um patrocinador máster visível em seu uniforme.

O clube aguarda os desdobramentos jurídicos da proibição, enquanto a continuidade do contrato com a Pitaco permanece indefinida. Recentemente, o Grêmio recebeu um adiantamento de R$ 4 milhões pela assinatura do contrato, mas a situação financeira pode ser afetada pela nova legislação.

Por outro lado, o Internacional não tinha um contrato ativo com casas de apostas. Em janeiro, o clube rescindiu sua parceria com a Alfa Bet, que previa pagamentos anuais de R$ 50 milhões, devido a atrasos nos repasses. Desde então, o Internacional tem buscado acordos pontuais com empresas de outros setores, como Shopee e Speedmax Pneus.

Nesta rodada do campeonato, a Shopee ocupou o espaço máster do uniforme do Internacional, em um acordo que abrange os jogos contra o Corinthians e o Grêmio. A parceria está ligada à campanha promocional 10.10 e à divulgação do programa de benefícios ShopeeVIP.

Embora a proibição já esteja em vigor, seu impacto ainda depende de desdobramentos políticos e jurídicos. A Medida Provisória precisa ser analisada pelo Congresso Nacional, e tanto clubes quanto representantes do setor estão atentos a possíveis questionamentos judiciais sobre seus efeitos.

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