Brasileirão volta sem apostas e altera cenário de patrocínios de Grêmio e Inter

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Mudanças no cenário de patrocínios no futebol brasileiro após proibição de apostas

O retorno do Campeonato Brasileiro, após a Data Fifa, trouxe à tona as consequências da proibição das casas de apostas no Brasil. No Rio Grande do Sul, Grêmio e Internacional enfrentam situações distintas em relação a seus contratos de patrocínio.

A proibição, estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, impede a exploração e a publicidade de apostas de quota fixa no país, afetando diretamente acordos de patrocínio. As empresas do setor tiveram um prazo até o dia 5 de outubro para retirar seus materiais publicitários.

No Grêmio, a situação se tornou crítica logo após o anúncio da Pitaco como patrocinadora máster. O contrato, que previa um investimento de aproximadamente R$ 140 milhões ao longo de três temporadas, agora está em dúvida. O clube entrou em campo contra o Remo, no dia 7 de outubro, sem um patrocinador máster em sua camisa, enquanto aguarda desdobramentos jurídicos sobre a nova legislação.

Além do impacto financeiro, o Grêmio já havia recebido um adiantamento de R$ 4 milhões pela assinatura do acordo, o que intensifica a preocupação com a continuidade da parceria em meio à incerteza criada pela proibição.

Patrocínios pontuais

Por outro lado, o Internacional não tinha um contrato vigente com casas de apostas desde que rescindiu sua parceria com a Alfa Bet em janeiro, que previa pagamentos anuais de R$ 50 milhões, devido a atrasos nos repasses. Desde então, o clube tem buscado acordos temporários com empresas de diferentes setores.

Nesta rodada, a Shopee ocupou o espaço máster do uniforme do Internacional, em uma parceria que abrange os jogos contra o Corinthians e o Grêmio. Esta colaboração está ligada à campanha promocional 10.10 e à divulgação do programa de benefícios ShopeeVIP.

Embora a proibição já esteja em vigor, seus efeitos ainda estão sujeitos a desdobramentos políticos e jurídicos. A Medida Provisória precisa ser analisada pelo Congresso Nacional, e clubes, assim como representantes do setor, estão atentos a possíveis questionamentos judiciais que possam surgir.

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