Irmã rejeita acusações de tentativa de atentado a base aérea no Reino Unido após declaração de premiê britânico

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Investigação no Reino Unido apura ligação entre prisão de suspeitos de terrorismo e o Irã.

As autoridades britânicas estão investigando a prisão de cinco homens sob suspeita de envolvimento em atividades terroristas próximas à base aérea da RAF Fairford, ocorrida no final de setembro. O embaixador do Irã no Reino Unido, Seyed Ali Mousavi, negou qualquer participação do país no incidente.

Mousavi afirmou que o Irã está disposto a colaborar com as investigações britânicas, desmentindo as alegações de envolvimento no atentado. Essa declaração surgiu após uma nota do Ministério das Relações Exteriores britânico, que, junto a mais de 25 países, incluindo os Estados Unidos, indicou uma possível conexão do Irã com o evento.

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, reforçou a acusação em discurso no Parlamento, afirmando que a coordenação do ataque é “altamente provável” que tenha ocorrido no Irã, possivelmente sob a direção da Guarda Revolucionária Islâmica.

Em uma resposta à situação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua preocupação com a decisão britânica de liberar os suspeitos sob fiança. Ele destacou que os homens já estavam sob investigação e elogiou as autoridades britânicas por sua atuação, embora tenha se mostrado surpreso com a liberação.

Os cinco indivíduos, todos britânicos na faixa dos 20 anos, foram detidos após a descoberta de três vans suspeitas de estarem carregadas de explosivos. A polícia ainda investiga a natureza exata das intenções dos suspeitos e se o incidente pode ter sido um ataque patrocinado por um país estrangeiro.

As autoridades britânicas enviaram uma equipe especializada em desativação de explosivos para a área, e moradores de 85 propriedades próximas à base foram evacuados devido à situação de emergência. Até o momento, os moradores ainda não puderam retornar às suas casas, e a remoção dos veículos suspeitos não foi concluída.

O Reino Unido, que permitiu que os EUA utilizassem a RAF Fairford em operações contra alvos no Irã, está avaliando todas as possibilidades em relação ao incidente, incluindo a possibilidade de envolvimento de outras nações ou milícias.

Laurence Taylor, chefe do Policiamento Antiterrorismo, declarou que a investigação está considerando todas as hipóteses, enquanto a embaixada iraniana em Londres refutou as alegações de envolvimento do país, classificando-as como “infundadas e maliciosas”.

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