Robô-aranha constrói casa de 200 metros quadrados em tempo recorde, superando trabalho de 100 pedreiros

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Robô semiautomático promete revolucionar a construção de habitações em terra e na Lua.

Um novo robô semiautomático, denominado Charlotte, foi desenvolvido para construir paredes e imprimir edifícios utilizando terra e outros materiais disponíveis. A inovação destaca-se pela sua rapidez, sendo capaz de erguer uma casa de 200 m² em cerca de 24 horas, um desempenho comparável ao trabalho de mais de 100 pedreiros.

O protótipo, que possui seis patas, foi apresentado no 76º Congresso Astronáutico Internacional, realizado em Sydney. As empresas envolvidas na criação do robô foram responsáveis por diferentes aspectos do projeto, com uma focando na robótica e a outra no fornecimento dos materiais e sistemas de fabricação.

Como funciona o Charlotte

O design do robô, com seu chassi adaptável, permite que ele navegue em diversos tipos de terrenos e alturas, mantendo a estabilidade durante o processo de construção. O sistema é capaz de misturar areia, tijolo triturado e resíduos de vidro, aplicando uma camada de tecido que, ao ser compactada, forma as paredes do edifício.

Os desenvolvedores do Charlotte acreditam que a tecnologia pode transformar a forma como construímos habitações, com a expectativa de que o robô não apenas imprima estruturas rapidamente, mas também produza paredes resistentes a incêndios e inundações.

Clyde Webster, um dos fundadores da empresa responsável pelo robô, enfatiza que dispositivos como o Charlotte podem realizar tarefas repetitivas e perigosas, permitindo que os humanos se concentrem em atividades mais complexas. A proposta inclui a criação de um novo cargo, o operador de robótica, que seria responsável por supervisionar as operações e garantir a qualidade do trabalho realizado.

Robôs para construir casas na Lua

O Charlotte também foi projetado para ser leve e dobrável, facilitando seu transporte em missões espaciais. O programa Artemis é uma das oportunidades mencionadas para utilizar essa tecnologia em ambientes extraterrestres.

Além disso, iniciativas anteriores, como o projeto LINA, desenvolvido pela AI SpaceFactory e o Centro Espacial Kennedy, visam a construção de abrigos na Lua utilizando robôs autônomos. Essas estruturas são projetadas para suportar altas cargas de compressão com o uso mínimo de materiais, destacando a viabilidade da impressão 3D em ambientes hostis.

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