FMI revisa para baixo expectativa de crescimento do Brasil e projeta 2,2% para 2026

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FMI reduz projeções de crescimento da economia brasileira para os próximos anos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou suas estimativas de crescimento para a economia brasileira, prevendo um aumento de 2,2% em 2026, uma queda em relação à previsão anterior de 2,4% para este ano. Essa desaceleração ocorre em um contexto de retirada de estímulos fiscais e incertezas no cenário econômico global.

Para 2027, a expectativa de crescimento também foi reduzida, passando de 2,2% para 1,9%. O relatório, intitulado “Resiliência sob pressão, escolhas urgentes”, foi divulgado recentemente e destaca a necessidade de ajustes nas políticas econômicas diante de um ambiente desafiador.

Após um crescimento de 2,3% registrado em 2025, o cenário atual indica uma perda de ritmo na atividade econômica. O FMI atribui essa desaceleração a juros ainda restritivos, que visam controlar a inflação, além da retirada de estímulos fiscais e da incerteza que permeia o cenário global.

Em comparação com o relatório anterior, as projeções para 2026 mostram uma leve melhora, subindo de 1,9% para 2,2%. Entretanto, a expectativa para 2027 caiu de 2% para 1,9%, refletindo a fragilidade do crescimento econômico no país.

O FMI também prevê uma redução na inflação brasileira, que deve passar de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Essas estimativas referem-se à variação média anual dos preços ao consumidor.

Em relação ao desemprego, a taxa deve aumentar de 6% em 2025 para 6,2% em 2026 e 6,8% em 2027, indicando um cenário de desafios no mercado de trabalho.

As projeções para a economia brasileira estão abaixo das estimativas para a América Latina e o Caribe, que devem crescer 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. O relatório também destaca que os choques nos preços de energia impactam de maneira diferente as economias da região, beneficiando exportadores de commodities e prejudicando importadores de energia.

No contexto global, o FMI elevou a previsão de crescimento para 2026 de 3% para 3,1%, mantendo a estimativa de 3,4% para 2027, o que sugere uma recuperação moderada da economia mundial.

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