Tesouro IPCA+ registra valorização superior a 14% após resultados das urnas e oportunidades na renda fixa são destacadas antes do segundo turno

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O 1º turno das eleições impulsiona o mercado financeiro, com recordes no Ibovespa e na renda fixa.

O 1º turno das eleições trouxe uma onda de otimismo para o mercado financeiro. Na segunda-feira (5), o Ibovespa alcançou a marca histórica de 209 mil pontos, enquanto o dólar recuou 4%, fechando a semana cotado a R$ 4,98.

Os ganhos não se limitaram apenas à Bolsa de Valores. A renda fixa também teve um desempenho notável, com investidores que adquiriram títulos do Tesouro IPCA+ antes do 1º turno registrando uma valorização de 14,88% em apenas dois pregões.

Com o resultado das eleições, o mercado começa a se preparar para novos trades para o 2º turno. Nesse contexto, a renda fixa, especialmente os títulos indexados à inflação, apresenta oportunidades que os investidores devem aproveitar rapidamente.

Ao longo da última semana, a curva de juros futuros experimentou uma queda superior a 1 ponto percentual em todos os vértices. O principal fator para essa movimentação foi o resultado do 1º turno, que surpreendeu ao mostrar Flávio Bolsonaro à frente de Lula nas votações.

Além disso, as disputas para o Congresso e governos estaduais também impactaram o cenário. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, elegeu 125 deputados federais, 19 senadores e 5 governadores, indicando uma tendência de um governo mais à direita a partir de 2027.

Essa nova configuração política sugere uma gestão mais pró-mercado, resultando em uma reprecificação da percepção de risco no país.

As taxas do Tesouro IPCA+ caíram em todos os vencimentos, refletindo essa nova realidade:

  • O título com vencimento em 2032 teve uma redução de juro real de 7,62% para 6,91% ao ano;
  • Na NTN-B com vencimento em 2040, a taxa real caiu de 7,26% para 6,5% ao ano;
  • Por fim, o título mais longo, com vencimento em 2050, viu o juro real cair de 7,06% para 6,32% ao ano.

Essas variações ocorreram entre a quinta-feira antes da eleição (1) e o primeiro pregão após a votação (5), representando uma excelente notícia para quem já possuía esses ativos em sua carteira.

Quem adquiriu títulos do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2050 no dia 1º de outubro viu suas cotas valorizarem 14,88% na última segunda-feira (5). Isso se deve ao efeito de marcação a mercado, que ajusta os preços dos títulos de acordo com as taxas de juros futuros.

Esse ajuste de preços resulta em uma relação inversamente proporcional entre preço e taxa. Assim, com a reprecificação dos títulos e a melhora nas perspectivas para os investidores, a taxa exigida como prêmio de risco tende a diminuir, enquanto o preço do título aumenta.

Quem vendeu os títulos após a valorização obteve um lucro de 14,88%. Aqueles que decidiram manter o papel na carteira continuarão recebendo juros reais de 7,06% ao ano, taxa que não está mais disponível na plataforma do Tesouro.

As taxas estão caindo, mas 2º turno ainda pode reservar oportunidades na renda fixa

Nas semanas que antecederam o 1º turno, foram discutidas oportunidades para “travar” juros reais de até dois dígitos, em meio à queda das taxas na renda fixa e ao novo corte da Selic.

Com o resultado do 1º turno, o cenário de novas reduções dos prêmios de risco se tornou mais evidente. A possibilidade de continuidade da valorização do real em relação ao dólar, combinada com uma desaceleração econômica, abre espaço para o Banco Central continuar o ciclo de cortes de juros.

As projeções indicam que a taxa básica de juros do Brasil pode chegar a 12% ao final de 2027. Isso implica que, quanto mais a Selic cair e a percepção de risco melhorar, menor será o prêmio oferecido pela renda fixa.

Por isso, recomenda-se investir em títulos indexados à inflação de médio e longo prazo. Apesar das taxas menores no Tesouro Direto, há uma classe “premium” que oferece retornos de até IPCA+

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