Fachin e diretor da PF discutem citações a ministros do STF no caso Master
Reunião entre STF e Polícia Federal aborda investigações do caso Master.
O presidente do STF, Edson Fachin, se reúne com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para discutir o andamento das investigações relacionadas ao caso Master, com foco nas menções a ministros da corte.
A reunião, solicitada pelo chefe da PF, visa a entrega de um relatório que contém referências a integrantes do Supremo. A expectativa é que Andrei Rodrigues converse com Fachin para definir os próximos passos da apuração sobre as menções encontradas.
Em um ofício datado de 2 de outubro, Fachin informou que se encontraria com Andrei para discutir as citações a ministros que surgiram no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
No mesmo ofício, o presidente do STF destacou que todos os comunicados ao Supremo que envolvam esse tipo de conteúdo serão devidamente encaminhados, sem exceção de pessoas envolvidas.
Fachin enfatizou a importância de registrar a situação, ressaltando o interesse institucional em que todos os fatos relevantes sejam apurados rigorosamente.
O presidente do STF também mencionou que a solicitação da PF para a audiência ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 1º, e foi prontamente atendida, negando qualquer alegação de demora na marcação do encontro devido a dificuldades de agenda.
A expectativa da Polícia Federal é entender como proceder com as informações encontradas. Isso inclui decidir se deve investigar as relações dos magistrados com Vorcaro, elaborar relatórios detalhados sobre o conteúdo das mensagens ou desconsiderar as informações.
Fachin reiterou que a investigação deve seguir estritamente as normas constitucionais e processuais, respeitando a autonomia das instituições envolvidas e as competências do STF.
O presidente do STF reafirmou seu compromisso em assegurar que todos os fatos sejam esclarecidos, respeitando o devido processo legal e as garantias da jurisdição.
Uma das menções encontradas sugere que Vorcaro mantinha contato com uma pessoa identificada como o ministro Alexandre de Moraes. As mensagens foram reveladas após o ministro André Mendonça solicitar um posicionamento da PGR sobre um relatório da PF enviado ao STF.