Destaques da sabatina de Flávio abordam mandato único, STF e Dark Horse
Flávio Bolsonaro participa de sabatina ao vivo e discute propostas para o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL) participou na noite de sexta-feira (16) de uma sabatina ao vivo na TV Globo, em um momento crucial da campanha para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A entrevista foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete.
O candidato se apresentou na emissora um dia após a sabatina do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a ordem das entrevistas definida por sorteio, conforme acordo entre as equipes de campanha.
Durante a sabatina, Flávio abordou polêmicas relacionadas à sua candidatura. Ele negou a intenção de cortar gastos em programas sociais e políticas públicas de distribuição de renda, afirmando que não planeja modificar a escala 6×1. Também defendeu a legalidade do contrato de patrocínio com Daniel Vorcaro para o Banco Master, criticou a atuação de ministros do STF e garantiu que, se eleito, cumprirá apenas um mandato.
Gestão de despesas
Logo no início da entrevista, Flávio foi questionado sobre alegações de que interromperia a valorização do Salário Mínimo e os reajustes de aposentadorias atrelados a ele, além de cortar os pisos orçamentários nas áreas de saúde e educação.
O senador acusou a campanha de Lula de criar uma imagem distorcida de seu programa econômico, afirmando que seu concorrente promove um “terrorismo” em relação a servidores públicos e estatais. “Estou concorrendo à presidência da República, e o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”, declarou.
Ele afirmou que, em um eventual governo, buscará cortar gastos na burocracia, reduzindo ministérios e cargos comissionados, além de aumentar a arrecadação nas estatais.
Apoio à PEC 6×1
Sobre a mudança de posicionamento em relação à PEC do fim da escala 6×1, Flávio mencionou que sua decisão foi influenciada pela opinião dos trabalhadores. “Votei conforme o que ouvi nas ruas”, disse, ressaltando que a maioria dos trabalhadores estava a favor da mudança.
Flávio também defendeu a PEC das escalas de trabalho flexíveis, argumentando que as propostas não são incompatíveis e que a liberdade dos trabalhadores deve ser ampliada, citando o exemplo de mães solo que enfrentam dificuldades para conseguir emprego.
Ele assegurou que não pretende promover mudanças na PEC já aprovada, respeitando a decisão do Congresso Nacional.
Mandato único
Questionado sobre a PEC do fim da reeleição presidencial, Flávio reafirmou seu compromisso de não buscar reeleição se eleito, enfatizando que não está em busca de poder, mas sim do futuro da nação.
“Eu tenho desapego ao poder, não tenho projeto de poder da minha parte”, afirmou.
Caso Dark Horse
<pSobre a polêmica do patrocínio de Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, Flávio reiterou que o acordo foi lícito. Ele explicou que o contrato não foi cumprido e que os recursos foram utilizados para finalizar o filme, sem irregularidades envolvidas.
Flávio defendeu a qualidade do filme, prometendo que será uma obra emocionante, a ser lançada após o período eleitoral.
Comando da PF
Renata Lo Prete lembrou a crise no Ministério da Justiça durante o governo de Jair Bolsonaro, quando o presidente afirmou que mudaria o comando da Polícia Federal se houvesse prejuízo à sua família. Flávio negou interferências políticas na corporação, explicando que mudanças foram feitas para melhorar resultados.
Ele também acusou Lula de colocar aliados em posições estratégicas na Polícia Federal, afirmando que a corporação está aparelhada.
Flávio contestou a condenação de seu pai no STF, alegando que a decisão foi influenciada por interesses do governo.
Impeachment de ministros
Sobre a possibilidade de impeachment de ministros do STF, Flávio afirmou ser favorável à responsabilização, defendendo que a lei deve ser aplicada a todos. Ele criticou a atuação de Alexandre de Moraes, acusando-o de ser um articulador político de Lula.
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