Flávio Bolsonaro representa policial suspeito de assassinar menina de 5 anos no Rio

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Flávio Bolsonaro é mencionado como advogado de policial acusado de homicídio em caso de tragédia com criança.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, é um dos advogados do cabo da PM Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, em Niterói, no Rio de Janeiro, em 2021.

A presença do senador no caso foi confirmada em um acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que rejeitou um recurso da defesa do policial para evitar o júri popular. O julgamento do PM ainda está pendente.

Recentemente, o caso foi reavivado durante um debate entre candidatos à presidência, onde Flávio foi confrontado sobre a situação do policial e a morte da criança. Ele se defendeu afirmando que não se deve criminalizar a advocacia antes de um julgamento.

Ana Clara foi atingida por um disparo enquanto brincava em frente à sua casa. O cabo Delaroli, lotado no 12º BPM, disparou um fuzil em direção a uma área residencial, mesmo após alertas de que havia moradores na região. A Promotoria argumenta que não houve confronto no local, e a perícia não encontrou marcas de tiros na viatura do policial.

O cabo foi preso em flagrante e acusado de homicídio qualificado, alegando ter certeza de que não atingiu a menina, afirmando que os disparos foram direcionados a traficantes armados.

Em novembro de 2021, a 3ª Vara Criminal de Niterói decidiu que o caso deveria ser levado a júri popular, mas a prisão preventiva do policial foi revogada, com imposição de medidas cautelares. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a decisão do júri em março de 2022.

A defesa recorreu ao STJ, onde Flávio Bolsonaro foi listado como um dos advogados. O acórdão, assinado em abril de 2024, não especifica se o senador participou ativamente do processo.

A defesa do policial argumentou que o local do crime não foi preservado e que as provas apresentadas se basearam em testemunhos imprecisos. A maioria dos ministros do STJ rejeitou o recurso da defesa, permitindo que o caso seguisse para o júri popular.

Seis meses após a decisão, a defesa apresentou um novo habeas corpus ao STJ, mas Flávio não estava mais entre os advogados. Este recurso foi negado em abril de 2025, e a defesa buscou uma revisão no Supremo Tribunal Federal, que também rejeitou o pedido.

O processo foi finalizado em agosto de 2025, e até o final de setembro, o cabo Delaroli ainda não havia sido julgado.

O advogado Paulo Klein, que integra a defesa do policial, expressou confiança na inocência de Delaroli e defendeu a atuação de Flávio Bolsonaro como advogado, ressaltando que os esforços foram realizados dentro dos limites da ética profissional.

Klein também criticou o uso político da tragédia e afirmou que a defesa sempre buscou agir em conformidade com a lei, visando proteger os policiais em situações de confronto.

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