Lula concorda com condições de Flávio para quebra de sigilo bancário

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eleições 2026 Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Campanha de Lula aceita condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilo bancário.

A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição confirmou que o candidato do PT aceitou as condições propostas por Flávio Bolsonaro para a quebra de sigilo bancário e telefônico, tanto dele quanto de seus familiares. A declaração foi feita pelo coordenador da campanha, Camilo Santana.

Camilo destacou que Lula não se opõe a qualquer uma das condições apresentadas por Flávio, desde que o adversário também cumpra com a solicitação de abertura de seus próprios dados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O coordenador anunciou que estará no TSE nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta de Lula, estabelecendo esse mesmo dia e horário como prazo para que Flávio também abra seu sigilo bancário e telefônico.

“Ele deve cumprir isso antes da eleição. O prazo é amanhã”, enfatizou Camilo, referindo-se ao segundo turno marcado para o próximo domingo (25).

Desafio proposto

Durante um debate no último domingo (18), Lula desafiou Flávio a abrir seus sigilos, prometendo fazer o mesmo com os dados de sua família, com o objetivo de esclarecer questões de honestidade entre os candidatos.

No dia 20, Lula compareceu ao TSE e protocolou um requerimento para a divulgação de seus dados, aguardando a resposta de Flávio.

Hoje, Flávio afirmou que aceitaria a proposta, mas com a condição de que Lula ampliasse o escopo da quebra de sigilo, incluindo dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente.

Além disso, Flávio solicitou a divulgação de registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e a quebra de sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula. Camilo garantiu que todas as condições foram aceitas pelo candidato do PT.

“Se ele não deve nada, deveria ter aceitado o desafio de Lula no domingo passado”, concluiu o coordenador da campanha petista.

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