MenuPOA discute a influência das agências e dos dados na atração do consumidor
A construção de marcas exige planejamento e adaptação ao consumidor.
A construção de marcas é um processo que demanda planejamento, criatividade e um profundo entendimento do consumidor, mesmo em um contexto de crescente uso da inteligência artificial e pressões por resultados rápidos. Esses aspectos foram debatidos em um recente encontro promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre.
O evento, realizado no Palácio do Comércio, teve como tema central ‘Quem vai convencer o consumidor? Criatividade, dados e inteligência artificial no novo jogo da comunicação’. A mediação ficou a cargo de Kaká Cerutti, vice-presidente da ACPA e coordenadora do NuComunica.
Durante a discussão, o presidente da Associação Riograndense de Propaganda (ARP) enfatizou a importância de organizar a estratégia de comunicação antes de decidir quais ferramentas e canais utilizar. Ele destacou que essa organização é fundamental para orientar as decisões sobre a forma como as marcas se comunicam com seus públicos-alvo.
Além disso, ele observou que a pressão por retorno sobre o investimento não é uma novidade e que a busca por resultados imediatos é influenciada pelas expectativas dos anunciantes. “Os clientes precisam entender que nem sempre as promessas feitas se concretizam”, ressaltou.
Relacionamento além das redes sociais
O CEO da Dinamize abordou a relevância de as empresas criarem suas próprias bases de dados. Ele argumentou que o uso de informações sobre o comportamento de compra pode facilitar a comunicação direta com os consumidores através de canais como e-mail, WhatsApp e SMS.
“A comunicação direta, fundamentada no comportamento do consumidor, é uma ferramenta poderosa”, afirmou. Conhecer os produtos adquiridos e o perfil dos clientes permite que as empresas orientem suas mensagens e mantenham o relacionamento após a venda.
Segundo ele, essa abordagem também proporciona maior autonomia às empresas em relação às redes sociais. Concentrar esforços apenas em plataformas como o Instagram pode significar oferecer mais dados à própria rede, enquanto desenvolver uma base de contatos ajuda a construir um patrimônio de relacionamentos para o negócio.
Experiência física e diferenciação
Embora as ferramentas digitais sejam essenciais, o executivo defendeu a importância de manter espaços físicos nas estratégias de venda. Ele compartilhou experiências que evidenciam que visitar lojas e experimentar produtos ainda são práticas valorizadas pelos consumidores: “O ser humano não nasceu para fazer compras apenas online ou interagir com inteligência artificial”.
A discussão também abordou a dificuldade que as empresas enfrentam para criar uma identidade própria. Os participantes refletiram sobre como se destacar no mercado, especialmente quando muitos se baseiam nas mesmas estratégias utilizadas pelos concorrentes.