Daniela Teixeira homenageia mulheres eleitas no Brasil e nos Estados Unidos

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Ministra do STJ destaca avanço da presença feminina na política durante conferência internacional.

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ressaltou, em uma conferência internacional, o progresso significativo da presença feminina em esferas de poder e na política.

Durante seu discurso na Conferência Internacional Mulheres que Movem a Justiça, a magistrada fez uma reflexão sobre os direitos conquistados por gerações de mulheres em sua família, evidenciando as transformações sociais que ocorreram no Brasil ao longo do tempo.

“A minha avó não podia votar e minha mãe não podia se divorciar. Então, andamos. Eu sei que é duro, mas andamos sem sombra de dúvida e vamos celebrar também, como diria Victor Hugo, não há exército mais forte, mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou. E a ideia de que as mulheres estão aqui e vieram para ficar chegou.”

Ela destacou que o aumento da representação feminina nas eleições brasileiras é um reflexo dessa mudança cultural. “A ideia de que as mulheres estão aqui e vieram para ficar chegou. Chegou aqui e chegou no mundo todo”, afirmou.

A ministra também mencionou as recentes eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, realizadas na terça-feira, como um exemplo do avanço da participação feminina na política. Essa eleição foi marcada por um aumento significativo no número de mulheres eleitas, o que serve de inspiração global.

“Tivemos essa madrugada as eleições de midterms nos Estados Unidos, que é um farol para o mundo, e elegeram nos Estados Unidos mulheres nunca antes vistas e que nunca passaram antes pela política.”

Entre os destaques das eleições americanas, ela mencionou a eleição da primeira governadora negra na Geórgia, da primeira governadora indígena no Novo México, de uma deputada trans e da primeira governadora latina no Texas. “Então, estamos caminhando aqui e no mundo”, resumiu.

Daniela direcionou sua mensagem às mulheres que já alcançaram posições de poder, enfatizando que essas conquistas são frutos de lutas coletivas e não apenas de méritos pessoais. Ela lembrou que muitas dessas vitórias foram possibilitadas por gerações de mulheres que enfrentaram desafios ainda mais severos.

Como exemplo, a ministra citou Eliana Calmon, a primeira mulher a ocupar uma cadeira no STJ, ressaltando a importância de reconhecer as conquistas do passado. “Nós estamos nos ombros de quem veio antes de nós e isso nos dá uma imensa responsabilidade de acender a luz para as que estão vindo”, concluiu.

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