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Protestos em Minnesota marcam fechamento de empresas contra a ação do ICE

No dia 23 de janeiro de 2026, dezenas de empresas em Minnesota fecharam suas portas em um protesto significativo contra a presença de agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, nas ruas de Minneapolis. O ato, organizado por líderes religiosos e sindicatos, reflete a crescente insatisfação com as políticas de imigração do governo do presidente Donald Trump.

Com temperaturas gélidas e um clima de tensão, os manifestantes afixaram adesivos nas portas dos estabelecimentos com a mensagem “FORA ICE!”, destacando a resistência da comunidade. Em outros cartazes, a frase “SEM TRABALHO. SEM AULA. SEM COMPRAS.” ecoava a determinação dos organizadores em chamar a atenção para a situação enfrentada por muitos imigrantes na região.

Estabelecimentos como bares, restaurantes, museus e lojas de Minneapolis participaram do fechamento, enquanto muitos trabalhadores se preparavam para uma marcha que promete ser a maior manifestação contra o governo Trump até o momento. O prefeito da cidade, Jacob Frey, e outros líderes democratas descreveram a ação do ICE como uma invasão, refletindo a preocupação com a segurança e o bem-estar da comunidade.

“Se fosse em qualquer outra época, ninguém teria saído às ruas”, afirmou Miguel Hernandez, um líder comunitário e proprietário de uma padaria que paralisou suas atividades. “Para nós, é uma mensagem de solidariedade com a nossa comunidade, de que vemos a dor e o sofrimento que estão acontecendo nas ruas, e é uma mensagem para os nossos políticos de que eles precisam fazer mais do que apenas aparecer nos noticiários.”

Embora nenhum distrito escolar tenha fechado, as escolas de Minneapolis e St. Paul ofereceram opções de aulas online, demonstrando a adaptação da comunidade diante da crise. A decisão de Trump de enviar agentes do ICE para Minnesota foi motivada por alegações de fraude envolvendo membros da comunidade somali, o que intensificou ainda mais a indignação pública.

Incidentes específicos, como o uso de uma criança de cinco anos como “isca” para prender familiares, geraram uma onda de protestos em Minneapolis e em outras cidades. O caso, em que a criança foi utilizada para facilitar a entrada dos agentes do ICE em sua residência, foi amplamente condenado e contribuiu para a mobilização da comunidade.

Atualmente, cerca de 3 mil agentes federais de segurança pública permanecem em Minnesota, parte do que o Departamento de Segurança Interna descreve como a maior operação de imigração de sua história. A cidade se tornou um novo alvo das políticas de deportação em massa do governo, seguindo ações semelhantes já realizadas em Chicago, Los Angeles e Washington.

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