Políticos de diversas correntes prestam homenagem a Raul Jungmann
Raul Jungmann, político com mais de 50 anos de carreira, faleceu aos 73 anos em decorrência de câncer no pâncreas.
Com uma trajetória que abrangeu mais de cinco décadas na política brasileira, Raul Jungmann faleceu no último domingo, deixando um legado significativo. Sua carreira começou como vereador e se estendeu a deputado e ministro nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.
A morte de Jungmann, causada por um câncer no pâncreas, gerou uma onda de homenagens e manifestações de pesar entre amigos e colegas de diversas correntes políticas. Sua contribuição ao serviço público foi amplamente reconhecida.
O ex-presidente Michel Temer, que teve Jungmann como ministro da Defesa e Segurança Pública, expressou sua tristeza em nota, destacando a importância de Jungmann para o país e sua marca deixada em cada posição que ocupou.
“Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul!”
Paulo Teixeira, atual ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, também fez questão de lembrar da generosidade e do espírito democrático de Jungmann, que participou ativamente do conselho de ex-ministros durante sua gestão.
O ministro do STF, Gilmar Mendes, escreveu um tributo nas redes sociais, ressaltando a integridade e a contribuição de Jungmann para a estabilização institucional e as reformas estruturais no Brasil.
“Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana. O Brasil perde um grande homem público; eu perco um amigo.”
Alexandre de Moraes, também do STF, destacou a competência e lealdade de Jungmann, relembrando a colaboração durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro, onde trabalharam juntos na segurança do evento.
Randolfe Rodrigues, senador e líder do governo no Congresso, lamentou a perda, chamando Jungmann de um homem de diálogo e firmeza, cujo legado permanecerá na política brasileira.
“A política brasileira perde um grande quadro, um homem de diálogo, firmeza e profundo compromisso com o interesse público.”
O governador do Rio Grande do Sul, Marcelo Leite, também se manifestou, reconhecendo a trajetória marcante de Jungmann e seu compromisso com o Brasil em momentos críticos da história nacional.
O partido Cidadania, último ao qual Jungmann foi filiado, emitiu uma nota oficial lamentando sua morte e ressaltando a relação próxima que manteve com a sigla, mesmo após sua saída formal.
“Mesmo após sua saída formal do partido, manteve uma relação próxima com o Cidadania. Seguiu sendo parceiro, presente no debate político e disponível para contribuir com ideias e formação.”
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), do qual Jungmann era presidente, anunciou que o velório ocorrerá nesta segunda-feira, das 15h30 às 17h, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, com a cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.