Soraya afirma que não precisa apresentar provas após acusar deputado de estupro

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Senadora protocola denúncia de estupro de vulnerável contra deputado federal.

A senadora Soraya Thronicke protocolou uma notícia de fato por estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar. Em uma postagem nas redes sociais, ela afirmou não ter “o dever de provar absolutamente nada” em relação às acusações.

A senadora destacou que a investigação de paternidade no Brasil pode ser iniciada sem provas concretas, enfatizando que a recusa do suposto pai em realizar um exame de DNA pode levar à presunção de paternidade. Segundo ela, a recusa, quando somada a outros indícios, pode resultar na declaração de paternidade, invertendo o ônus da prova.

Na última sexta-feira, Soraya e o deputado Lindbergh Farias apresentaram a denúncia à Polícia Federal, que envolve alegações de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação dos fatos por parte de Gaspar. O pedido de tramitação sob sigilo foi feito, assim como a solicitação de proteção às pessoas envolvidas no caso.

Os congressistas relataram ter recebido documentos e conversas que indicam a prática do crime contra uma adolescente de 13 anos na época dos fatos. O relato inclui informações de que a vítima engravidou e deu à luz uma criança. Além disso, foram apresentados prints de conversas que sugerem que uma intermediadora tentou negociar o encobrimento do caso por R$ 470 mil.

A situação ganhou destaque durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, onde Lindbergh chamou Gaspar de estuprador. Em resposta, Gaspar anunciou que processará Lindbergh pelas declarações feitas.

OUTRO LADO

Gaspar defendeu-se afirmando que a confusão se refere a um primo com o mesmo nome, em Alagoas, e que o caso envolve uma mulher e sua filha. Ele apresentou um exame de DNA que, segundo ele, comprova que não tem filhos fora do casamento e exibiu um vídeo da jovem de 21 anos, que afirma ser filha do primo.

Em suas declarações, Gaspar expressou estar “com a consciência tranquila” e negou ter mantido relações extraconjugais. Ele também confirmou ter acionado o Conselho de Ética contra Lindbergh, considerando as acusações como uma tentativa de desviar a atenção de críticas ao relatório da CPMI do INSS, que não foi votado.

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