Preço do barril de petróleo sobe 52% em um mês devido à guerra no Irã
Preço do petróleo dispara em meio ao conflito no Oriente Médio
O preço do barril de petróleo atingiu novos patamares desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. No dia anterior ao primeiro ataque no Irã, a commodity era cotada a US$ 70,75 e, em apenas um mês, valorizou-se em 52%, alcançando US$ 107,98 nesta segunda-feira.
Como a principal commodity do comércio mundial, a valorização do petróleo impacta toda a cadeia de produção global. Embora frequentemente associado ao setor energético, o petróleo é fundamental para a fabricação de diversos produtos utilizados em setores como construção civil, indústria química e agricultura, incluindo a produção de fertilizantes.
A elevação do preço do barril não é uma surpresa, dado que o Oriente Médio é uma região crítica para o setor petrolífero, concentrando grandes produtores e enfrentando gargalos de escoamento já conhecidos. O estreito de Ormuz, uma rota comercial de 33 km, é vital, pois por ele transita cerca de 25% do transporte mundial de navios petroleiros.
Desde o início da guerra, o Irã tomou medidas que incluem o bloqueio do estreito, controlando uma das margens e ameaçando retaliar navios que cruzarem a área sem autorização. Essa ação gerou incerteza no mercado, afetando o tráfego marítimo na região.
Nas últimas semanas, o Irã permitiu a passagem de alguns navios, mas apenas de países considerados aliados, como China, Rússia, Paquistão, Iraque e Índia. Mesmo assim, a navegação permanece lenta e a situação continua instável.
A expectativa é de que o valor do petróleo não retorne aos níveis anteriores à guerra por um período prolongado. Mesmo que um cessar-fogo e um eventual acordo de paz sejam alcançados, a instabilidade na região já resultou em um aumento nos custos dos serviços de seguradoras para navios que transitam pelo estreito, criando efeitos que podem persistir por meses após o fim das hostilidades.
