Policiais militares enfrentam júri popular pela morte de menino no Rio
Policiais acusados de assassinar adolescente serão julgados na próxima semana.
Os policiais militares Diego Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, envolvidos na morte do menino Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, durante uma abordagem na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, enfrentarão o júri popular na próxima terça-feira, dia 27, às 13h, no Tribunal de Justiça do Estado.
Thiago foi assassinado em 7 de agosto de 2023, enquanto estava na garupa de uma moto na principal via de acesso à Cidade de Deus. O adolescente foi atingido por três tiros, apesar de não estar armado e não haver confronto com a polícia no momento do incidente. Imagens disponíveis mostram o jovem sendo executado mesmo após ter sido imobilizado.
Os dois policiais acusados do crime pertencem ao Batalhão de Choque da PM do Rio. Eles admitiram ter disparado contra o jovem e são acusados de homicídio e fraude processual. Para tentar justificar os disparos, os policiais manipularam a cena do crime e plantaram uma arma, alegando um confronto que não ocorreu.
Antes do julgamento, familiares, amigos e organizações de direitos humanos estão organizando um ato para denunciar o caso e a violência policial nas comunidades cariocas. A manifestação conta com o apoio da Anistia Internacional, que se posiciona contra a brutalidade policial.
A mãe de Thiago, Priscila Menezes, expressou sua dor e desejo de justiça, afirmando: “Eu não vou ter mais meu filho, mas eu quero Justiça por ele e por outras crianças.” Ela destacou a necessidade de uma mudança na abordagem da polícia nas comunidades, enfatizando que existem moradores e famílias, e não apenas criminosos. Thiago tinha o sonho de se tornar jogador de futebol.
No início, quatro policiais foram acusados pelo assassinato de Thiago, mas dois deles foram liberados pela Justiça, que considerou que esses PMs não tiveram participação direta no crime.