Motorola Solutions compra Exacom e fortalece estratégia de dados
Motorola Solutions adquire Exacom para fortalecer suas soluções em nuvem e inteligência de dados.
A Motorola Solutions anunciou a aquisição da Exacom, uma empresa de New Hampshire especializada em soluções nativas em nuvem para gravação e registro de comunicações multimídia.
Essa aquisição representa uma mudança estratégica significativa na arquitetura de dados da Motorola, com o objetivo de atender à crescente demanda de CIOs e diretores de tecnologia por sistemas que integrem registros de chamadas de emergência, comunicações de rádio e sistemas de voz empresariais. A transação marca um passo importante na transição da Motorola Solutions de fornecedora de hardware para uma potência em software e inteligência de dados.
Segundo o vice-presidente executivo e CTO da Motorola Solutions, a integração da tecnologia da Exacom ao sistema de gerenciamento de evidências digitais da empresa visa eliminar silos de informação. Isso permitirá a criação de uma base adequada para a aplicação de Inteligência Artificial em situações críticas, transformando grandes volumes de áudio e vídeo em inteligência acionável para gestores de segurança.
Para líderes de tecnologia que administram redes complexas, a aquisição também traz um componente relevante de cibersegurança, especialmente através da SecuLore, subsidiária da Exacom, que se concentra em monitoramento proativo e detecção de ameaças. Este aspecto é crucial em um cenário onde sistemas de segurança pública são frequentemente alvos de ataques de ransomware, tornando a proteção dos registros tão essencial quanto a comunicação em si.
Apesar dos avanços, a Motorola Solutions enfrenta o desafio de garantir que a integração da Exacom com sistemas de terceiros seja flexível, evitando preocupações para os gestores em relação a investimentos de longo prazo.
O CEO da Exacom destaca que essa união valida a trajetória focada em nuvem da empresa, visando elevar o desempenho em situações de incidentes. A movimentação reforça a ideia de que a competitividade no setor de segurança pública dependerá cada vez mais da capacidade de orquestração e análise dos dados que circulam nas redes.
