Trump impõe regras rigorosas para votação pelo correio enquanto utiliza o mesmo método na semana passada

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Trump assina decreto para endurecer regras do voto pelo correio nos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um novo decreto com o objetivo de restringir as regras do voto pelo correio no país. A medida foi assinada na terça-feira, 31 de março de 2026.

O decreto estabelece que o governo federal deve criar uma lista de cidadãos confirmados e elegíveis para votar em cada Estado. Isso significa que apenas eleitores que constam nas listas estaduais poderão receber cédulas de votação por correio.

A nova regra também determina que as cédulas sejam enviadas em envelopes seguros, que possuam códigos de barras individuais para facilitar o rastreamento. Essa mudança visa aumentar a segurança do processo eleitoral e garantir a integridade das votações realizadas por correspondência.

Especialistas em direito eleitoral alertam que a implementação dessas mudanças pode enfrentar desafios legais, uma vez que os sistemas eleitorais são tradicionalmente administrados pelos Estados. A expectativa é que haja contestações judiciais imediatas caso as novas regras sejam colocadas em prática.

Trump tem defendido, sem apresentar evidências, que sua derrota nas eleições de 2020 foi resultado de fraude eleitoral generalizada. Essa narrativa tem sido um tema recorrente em suas declarações públicas.

Com as eleições de meio de mandato se aproximando em novembro, o presidente busca implementar regras mais rígidas para o voto pelo correio. O Partido Republicano está sob pressão para manter suas margens no Congresso, o que torna a questão do voto uma prioridade para a administração atual.

Além disso, Trump já havia utilizado decretos anteriores para direcionar agências federais a auxiliar os Estados na verificação da cidadania dos eleitores. Ele também tentou barrar a contagem de cédulas recebidas após o dia da eleição, uma prática que historicamente é definida pelos próprios Estados.

Atualmente, o presidente está pressionando o Congresso a aprovar uma nova legislação que exija que os eleitores apresentem documentos comprovando a cidadania americana no momento de votar, o que poderia complicar ainda mais o acesso ao processo eleitoral.

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